Santa Catarina lidera ameaças contra mulheres e racismo

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Resumo

Santa Catarina liderou, em 2025, os registros policiais de ameaças contra mulheres e de crimes de racismo no Brasil, segundo estudo divulgado nesta quinta. O estado também passou a ter a menor taxa de mortes violentas do país, com queda de 8,6 para 7,6 homicídios por 100 mil habitantes.

O levantamento mostra 1.733 ameaças contra mulher a cada 100 mil habitantes em Santa Catarina, mais que o dobro da média nacional de 720,9. O estado ainda marcou 93,8 descumprimentos de medidas protetivas por 100 mil mulheres, acima dos 93,6 de 2024.

Os números que colocaram o estado no topo

Santa Catarina foi o estado do Brasil com o maior número de registros policiais de ameaças contra mulheres em 2025 e também liderou as ocorrências de crimes de racismo no país. O mesmo estudo mostrou que o estado superou São Paulo e passou a ter a menor taxa de mortes violentas no Brasil neste ano.

A taxa de homicídios por 100 mil habitantes caiu de 8,6 para 7,6 em relação a 2024. No caso das ameaças contra mulheres, foram 1.733 registros a cada 100 mil habitantes em Santa Catarina, mais que o dobro da média nacional, de 720,9.

Medidas protetivas seguiram sob pressão

Santa Catarina também aparece entre os estados com mais descumprimentos de medidas protetivas. O índice chegou a 93,8 por 100 mil mulheres, ligeiramente acima dos 93,6 registrados em 2024.

Todos os estados do Brasil tiveram aumento nos registros desse tipo de descumprimento. O dado ajuda a mostrar que a proteção legal não tem virado proteção real na mesma velocidade para as mulheres atingidas.

Racismo e injúria racial ficaram acima da média

No recorte sobre racismo, Santa Catarina fechou 2025 com 32,8 registros policiais a cada 100 mil habitantes. O Distrito Federal veio na sequência, com 30,3, e o Rio Grande do Sul apareceu logo depois, com 26,8. A média nacional ficou em 15,7.

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Nos casos de injúria racial, Santa Catarina registrou 27,1 ocorrências por 100 mil habitantes. O Distrito Federal teve 28,9 e Mato Grosso apareceu com 20,6; a média do país foi de 11,2.

Ao tratar dos registros de ameaças no país, a publicação observou que os números precisam ser lidos como um retrato dos casos que chegaram às instituições policiais — e não da totalidade da violência efetivamente vivida pelas mulheres brasileiras. Em outro trecho, afirmou que não há convergência entre a proteção legal e a proteção real ao racismo.

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