quarta-feira, 15 abril, 2026

Frigoríficos interrompem compras de boi diante de possível tarifa de 50%

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Setor avalia impactos da nova taxação nas exportações de carne bovina; preços da arroba recuam e mercado atacadista registra oscilações

Frigoríficos deixam de negociar boi gordo por causa de nova tarifa dos EUA

O mercado físico do boi gordo encerrou a última semana com forte retração nas compras por parte dos frigoríficos. A principal razão é a avaliação dos possíveis impactos da nova tarifa adicional de 50% que os Estados Unidos devem aplicar sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário também pressionou o mercado futuro do boi, que registrou queda acentuada — especialmente no dia 10 de julho. Isso se deve à relevância dos EUA para o setor: em 2025, o país deverá representar cerca de 15% das exportações brasileiras de carne bovina.

Perda de competitividade frente a outros exportadores

Segundo Iglesias, caso a nova tarifa entre em vigor sem alterações até o fim de julho, o Brasil deve perder espaço no mercado norte-americano para concorrentes como Austrália, Argentina e Uruguai. “A tarifa compromete diretamente a competitividade da carne brasileira nos EUA”, destacou o analista.

Preços da arroba recuam nas principais praças do país

Com a instabilidade no mercado, os preços da arroba do boi gordo caíram em diversas regiões do Brasil no dia 10 de julho:

São Paulo (Capital): R$ 300,00 a arroba, queda de 3,23% em relação aos R$ 310,00 da semana anterior.

Goiás (Goiânia): R$ 290,00, recuo de 1,69% ante os R$ 295,00 da semana passada.

Minas Gerais (Uberaba): R$ 295,00, baixa de 1,67% frente aos R$ 300,00 anteriores.

Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305,00, retração de 1,61% em relação aos R$ 310,00.

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Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315,00, preço estável na comparação semanal.

Rondônia (Vilhena): R$ 275,00, sem variação em relação à semana anterior.

Mercado atacadista apresenta preços mistos

O mercado atacadista de carne bovina também registrou oscilações nos preços ao longo da semana. Segundo Iglesias, o ambiente sugere espaço para eventuais reajustes ao longo da primeira quinzena de julho, tradicionalmente marcada por maior consumo.

Quarto traseiro: R$ 22,50 o quilo, queda de 2,17% frente aos R$ 23,00 da semana passada.

Quarto dianteiro: R$ 18,75 o quilo, alta de 1,35% em relação aos R$ 18,50 anteriores.

Iglesias também destacou o aumento da competitividade da carne de frango, que tem se mostrado mais atrativa ao consumidor em comparação com a carne bovina.

Exportações de carne bovina seguem em alta em julho

Apesar das incertezas com os EUA, as exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada iniciaram julho em alta. Nos primeiros quatro dias úteis do mês, os embarques renderam US$ 269,931 milhões, com média diária de US$ 67,483 milhões.

Volume exportado: 48,715 mil toneladas (média diária de 12,178 mil toneladas)

Preço médio por tonelada: US$ 5.541,00

Em comparação com julho de 2024, os dados representam:

Aumento de 48,4% no valor médio diário exportado

Crescimento de 18,1% na quantidade média diária exportada

Avanço de 25,7% no preço médio da tonelada

Fonte: Portal do Agronegócio

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