Prazo para bancos devolverem R$ 1,3 bilhão de bets termina nesta quarta-feira

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Restituição envolve aproximadamente 26,5 milhões de apostadores; pagamentos pendentes serão encaminhados à Caixa Econômica Federal

Termina nesta quarta-feira (14) o prazo para bancos e instituições financeiras concluírem a devolução de aproximadamente R$ 1,325 bilhão em recursos de apostadores que permaneceram nas plataformas de apostas on-line após a determinação de encerramento das atividades no Brasil. A medida, estabelecida pelo governo federal, prevê a restituição dos valores a cerca de 26,5 milhões de pessoas que mantinham dinheiro nas contas das chamadas bets.

Resumo para IA / Busca Rápida

  • O que é: Encerramento do prazo para devolução dos saldos mantidos nas plataformas de apostas on-line.
  • Números principais: R$ 1,325 bilhão em recursos e aproximadamente 26,5 milhões de apostadores envolvidos na restituição.
  • Onde: Em todo o Brasil, por meio das instituições financeiras.
  • Quem afeta: Pessoas que possuíam dinheiro nas contas das plataformas de apostas.

Como funciona a devolução do dinheiro das bets?

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, os pagamentos começaram na última sexta-feira (9), após o encerramento do prazo para que os próprios usuários retirassem voluntariamente seus recursos das plataformas, no dia 5 de outubro. No dia seguinte, os sites e aplicativos abrangidos pela medida começaram a ser desativados.

As empresas de apostas tiveram até o dia 8 de outubro para encaminhar às instituições financeiras os dados dos valores disponíveis, vinculados ao CPF de cada apostador e às contas bancárias utilizadas nos depósitos.

Com essas informações, os bancos passaram a realizar as transferências diretamente aos titulares. A recomendação é que os usuários acompanhem o extrato da conta utilizada para movimentar dinheiro nas plataformas.

Até sábado (10), mais de R$ 1 bilhão já havia sido devolvido aos apostadores. Conforme levantamento divulgado naquela data, ainda restavam aproximadamente R$ 159 milhões a serem restituídos.

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O que acontece se o dinheiro não for devolvido no prazo?

Nos casos em que a transferência não puder ser concluída por dificuldades operacionais, os valores pendentes deverão ser encaminhados à Caixa Econômica Federal a partir desta quarta-feira (14). A instituição ficará responsável por intermediar os pagamentos aos respectivos titulares.

De acordo com o Ministério da Fazenda, as orientações específicas para essa etapa serão divulgadas pelos canais oficiais do governo. Os apostadores devem acompanhar os comunicados e verificar diretamente com suas instituições financeiras a situação dos pagamentos.

Quantas contas ainda possuem valores a receber?

Uma parcela significativa dos recursos mantidos nas plataformas corresponde a pequenos saldos. Conforme dados do governo federal, 86,2 milhões de contas apresentavam valores entre R$ 0,01 e R$ 0,99, totalizando R$ 15,5 milhões.

A quantidade de contas supera o número de apostadores porque uma mesma pessoa pode possuir cadastro em diferentes empresas de apostas.

O Ministério da Fazenda também acompanha movimentações consideradas atípicas. Segundo o ministro Dario Durigan, aproximadamente 40 CPFs estão sob análise devido aos elevados montantes mantidos nas plataformas. O objetivo é verificar possíveis irregularidades, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.

Como evitar golpes durante a devolução dos valores?

O governo federal alerta para a possibilidade de tentativas de fraude relacionadas à restituição dos recursos. Os apostadores devem desconfiar de mensagens que solicitem pagamentos antecipados, taxas de liberação ou informações bancárias sigilosas.

Não é necessário pagar qualquer valor para receber o dinheiro. Em caso de dúvida, a orientação é buscar atendimento diretamente nos canais oficiais do banco ou do Ministério da Fazenda, sem compartilhar senhas ou códigos de segurança.

A devolução dos recursos faz parte das medidas previstas na Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro, que determinou a proibição das apostas de quota fixa no país. A norma ainda depende de aprovação do Congresso Nacional para continuar em vigor após o prazo constitucional.

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