Faça Parar lança coletânea com redações de estudantes em Quilombo

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Publicação reúne 20 textos produzidos na 11ª edição do programa, que envolveu cerca de 2 mil estudantes de seis municípios

O Faça Parar a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes apresenta nesta segunda-feira (5), em Quilombo, a segunda coletânea de redações produzidas por estudantes da área de abrangência da Coordenadoria Regional de Educação (CRE). A publicação reúne 20 textos selecionados durante a 11ª edição do programa, que neste ano envolveu dez escolas de seis municípios.

  • O que: apresentação da 2ª Coletânea do Faça Parar – CRE Quilombo.
  • Quando: segunda-feira (5), das 14h às 16h30.
  • Onde: auditório da Associação Comercial e Industrial de Quilombo (ACIQ).
  • Participação: dez escolas de seis municípios, com aproximadamente 2 mil estudantes envolvidos nas atividades.
  • Publicação: 20 redações selecionadas.

O lançamento será realizado das 14h às 16h30, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Quilombo (ACIQ). A atividade será conduzida pelo coordenador do Faça Parar, Riccardo Felippini Malacarne, e contará com a presença do presidente do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (GAPA) de Chapecó, Dirceu Hermes.

Como o Faça Parar trabalha a prevenção nas escolas?

O concurso utiliza a produção textual para inserir no ambiente escolar a discussão sobre prevenção e enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Para produzir as redações, os estudantes são estimulados a pesquisar e discutir temas relacionados à violência, aos direitos, à prevenção e à proteção.

Segundo o coordenador do programa, Riccardo Felippini Malacarne, a escrita também permite compreender como os adolescentes percebem o problema e o papel da sociedade diante dessas situações.

“O estudante precisa pesquisar, discutir e organizar o que compreendeu para produzir seu texto. A redação permite também perceber como esses adolescentes entendem a violência sexual, a proteção e o papel da sociedade diante dessas situações”, explica Malacarne.

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A publicação dos trabalhos amplia o alcance da atividade realizada em sala de aula. “Os textos deixam de ficar restritos à atividade realizada na escola. A coletânea registra essa produção e permite que o conteúdo circule entre estudantes, professores, famílias e comunidade”, acrescenta.

Quando começou o Faça Parar?

A trajetória do Faça Parar começou em 2002, quando o GAPA incorporou às suas ações uma campanha de comunicação voltada ao enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. A proposta buscava ampliar a informação sobre o tema e mobilizar a sociedade para a denúncia.

Ao longo dos anos, o trabalho passou por diferentes formatos, incluindo campanhas de comunicação, mobilização comunitária, atividades educativas nas escolas, produção de artes visuais, exposições, oficinas, palestras e rodas de conversa.

Em 2014, o concurso de redações passou a integrar as atividades. A produção textual tornou-se uma das estratégias utilizadas para envolver os estudantes na discussão sobre prevenção e proteção de crianças e adolescentes.

Para o presidente do GAPA de Chapecó, Dirceu Hermes, a continuidade das ações está relacionada à necessidade de manter o assunto em discussão nas escolas e na sociedade.

“São mais de duas décadas de trabalho e o enfrentamento à violência sexual continua exigindo informação, prevenção e participação da sociedade. Trabalhar o tema dentro da escola é também criar condições para que crianças e adolescentes reconheçam situações de violência, conheçam seus direitos e saibam onde buscar proteção”, afirma Hermes.

Quantos estudantes participaram das atividades em Quilombo?

O concurso vinha sendo desenvolvido em articulação com a Coordenadoria Regional de Educação de Chapecó e, em 2025, passou também a ser realizado com a CRE de Quilombo.

Na região de Quilombo, a edição de 2026 chegou a dez escolas de seis municípios. Aproximadamente 2 mil estudantes participaram das atividades, além das famílias e das comunidades escolares alcançadas pelas ações.

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Entre as produções desenvolvidas pelos estudantes, 20 textos foram selecionados para integrar a segunda coletânea, que será apresentada nesta segunda-feira.

O que os dados mostram sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes?

Dados apresentados pelo programa ajudam a dimensionar o problema. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2026, apontou que 18,5% dos estudantes de 13 a 17 anos disseram já ter passado por situação de assédio sexual. Entre as meninas, o percentual foi de 26%, enquanto entre os meninos chegou a 10,9%.

Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apresentados pelo Faça Parar, entre janeiro e abril de 2026 o Disque 100 registrou mais de 15 mil denúncias relacionadas à violência sexual no país. Mais de 12 mil envolviam crianças e adolescentes.

A proteção no ambiente digital também integra a discussão. Pesquisa divulgada pelo UNICEF em 2026 estimou que 19% das crianças e adolescentes de 12 a 17 anos pesquisados sofreram alguma forma de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia no período de um ano.

Quando e onde será o lançamento da coletânea?

  • Evento: apresentação da 2ª Coletânea do Faça Parar – CRE Quilombo.
  • Data: segunda-feira, 5 de outubro de 2026.
  • Horário: das 14h às 16h30.
  • Local: auditório da ACIQ, em Quilombo.
  • Escolas participantes: dez, de seis municípios.
  • Textos selecionados: 20.
  • Estudantes envolvidos: aproximadamente 2 mil, além de famílias e comunidades escolares.

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