domingo, 14 junho, 2026

Setor leiteiro pede medidas urgentes ao governo para conter crise histórica

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As principais entidades do setor leiteiro brasileiro divulgaram um comunicado urgente nesta segunda-feira pedindo ação imediata do Governo Federal. O Conseleite/SC, Sindileite/SC e FAESC alertam para uma crise sem precedentes causada por excesso de oferta e preços em queda, que ameaça produtores e indústrias de todo o país.

Excesso de Oferta e Importações Ameaçam Rentabilidade do Setor

Segundo as entidades, o setor vive um cenário de excesso de leite no mercado. A produção nacional atingiu níveis recordes devido às boas condições climáticas e ao aumento da produtividade. Paralelamente, as importações de leite em pó e muçarela do Uruguai e Argentina cresceram significativamente.

Essa combinação criou uma forte pressão para a baixa nos preços. Consequentemente, a rentabilidade de produtores rurais e indústrias está comprometida, podendo levar ao colapso de toda a cadeia produtiva.

Seis Medidas Urgentes Para Salvar o Setor Leiteiro

As entidades apresentaram seis medidas concretas para aliviar a crise imediata:

  • Suspensão temporária das importações de leite em pó e muçarela do Mercosul por seis meses
  • Auditoria imediata nos certificados sanitários e critérios de qualidade dos produtos importados
  • Compra pública estratégica de leite em pó e derivados pela CONAB e PAA
  • Harmonização dos sistemas de inspeção em todo o território nacional
  • Revisão da carga tributária do setor em Santa Catarina
  • Fiscalização rigorosa da rotulagem de produtos importados

Setor Estratégico Para a Segurança Alimentar do País

O comunicado, assinado por Selvino Giesel (Conseleite/SC e Sindileite/SC) e José Zeferino Pedrozo (FAESC), reforça a importância estratégica da cadeia do leite. O setor é vital para a segurança alimentar, geração de emprego e economia nacional.

As entidades defendem que medidas rápidas e equilibradas são fundamentais para restabelecer a sustentabilidade do setor. Portanto, elas esperam uma resposta ágil do Ministério da Agricultura e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

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A crise atual exige ação coordenada para evitar danos irreparáveis a uma das cadeias produtivas mais importantes do agronegócio brasileiro.

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