Taxa de desemprego cai a 5,2% no 3º trimestre, diz IBGE

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A taxa de desemprego caiu para 5,2% no terceiro trimestre e marcou o menor nível para esse período desde 2012, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30/10) pelo IBGE. O resultado veio depois de taxas de 5,4% no segundo trimestre deste ano e 5,6% no terceiro trimestre de 2025.

O mercado de trabalho encolheu menos e ocupou mais gente

Com isso, o país fechou o terceiro trimestre com 5,6 milhões de desocupados. A queda foi de 4% em relação ao segundo trimestre, o que representa menos 234 mil pessoas, e de 6,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, ou menos 417 mil pessoas.

A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série iniciada em 2012. No trimestre, houve alta de 0,6%, com mais 581 mil pessoas trabalhando. Em um ano, o avanço foi de 1,2%, ou mais 1,2 milhão de pessoas.

Entre as atividades que puxaram essa alta está a Construção. William Kratochwill, analista da pesquisa, disse: “Entre as atividades com alta na ocupação, destaca-se o crescimento no setor da Construção, que subiu 2,8% no trimestre, com mais 210 mil pessoas ocupadas”.

O número de empregadores também bateu recorde e chegou a 4,5 milhões de pessoas. O contingente cresceu 4,3% no trimestre, com mais 184 mil pessoas, e avançou 6,4% no ano, com mais 272 mil pessoas.

Kratochwill afirmou: “Empregadores são multiplicadores de trabalho, visto que o fruto do seu empreendimento gera novas oportunidades. Esses, que por muitas vezes foram trabalhadores por conta-própria, conseguiram crescer e ampliar o número de pessoas ocupadas, logo contribuindo também para a redução da desocupação”.

Também houve recorde entre os empregados no setor público: foram 13,2 milhões. O total ficou estável no trimestre e cresceu 2,5% no ano, com mais 317 mil pessoas.

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Segundo o analista da pesquisa: “O contingente de pessoas trabalhando no setor público com carteira foi consequência do aumento de ocupados na educação como professores, de ensino pré-escolar, fundamental e médio, acrescentando cerca de 45 mil pessoas”. Ele completou: “Ou seja, a atividade municipal apresentou a maior contribuição do setor público”.

Subutilização e desalento ainda pesam

No setor privado com carteira assinada, sem contar trabalhadores domésticos, o contingente ficou em 39,4 milhões. Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,7 milhões; os trabalhadores por conta própria chegaram a 26,1 milhões; e os trabalhadores domésticos ficaram em 5,4 milhões. Todos esses grupos permaneceram estáveis no trimestre e no ano.

Kratochwill disse: “Essas estabilidades podem indicar que o mercado de trabalho aguardava as possíveis mudanças do pleito eleitoral. Logo, seu rumo será mais bem percebido nas próximas divulgações”.

A taxa composta de subutilização ficou em 13,0%, estável ante os 12,9% do trimestre anterior e abaixo dos 13,9% registrados um ano antes. A população subutilizada somou 14,8 milhões e recuou 6,1% no ano, o equivalente a menos 957 mil pessoas.

Esse grupo reúne desocupados e subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. Também inclui a população na força de trabalho potencial: quem buscou trabalho mas não estava disponível e quem não buscou trabalho mas estava disponível.

A população subocupada por insuficiência de horas chegou a 4,3 milhões. Ela cresceu 5,2% no trimestre, com mais 214 mil pessoas, e caiu 5,4% no ano, com menos 247 mil pessoas.

A população fora da força de trabalho ficou em 66,5 milhões. O grupo permaneceu estável no trimestre e avançou 0,8% no ano, com mais 530 mil pessoas.

Os desalentados — pessoas que desistiram de procurar trabalho — somaram 2,5 milhões. Houve alta de 7,5% no trimestre, com mais 171 mil pessoas, e queda de 6,8% no ano, com menos 178 mil pessoas. A proporção ficou em 2,2%, ante 2,1% no trimestre anterior e 2,4% um ano antes.

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Sobre esse movimento: “Sobre o desalento, a redução em relação ao ano anterior é reflexo da melhoria quantitativa das contratações que temos verificado nos últimos trimestres. Todavia, verificamos aumento em relação ao trimestre encerrado em junho. A pesquisa aponta a dificuldade de as pessoas encontrarem trabalho que entendam ser adequado a ela, e isso se deu principalmente entre aqueles com 40 anos ou mais”.

Rendimento sobe e próxima divulgação já tem data

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790. O valor permaneceu estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano — R$ 131 a mais.

A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 387,5 bilhões e foi a maior da série. O total subiu 1,5% no trimestre — R$ 5,6 bilhões — e avançou 4,7% em um ano — R$ 17,5 bilhões.

A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitorar a força de trabalho do país. Sua amostra reúne

  • 211 mil domicílios
  • 26 estados
  • Distrito Federal

Os domicílios são visitados a cada trimestre por cerca de dois mil entrevistadores ligados à rede de mais de 500 agências
do IBGE.

É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula , RG ou CPF do entrevistador , dados que podem ser solicitados pelo informante . A próxima divulgação , referente ao trimestre encerrado em outubro , será em 27 de novembro.

As informações são da Agência Gov.

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