ID Jovem passa de 1,5 milhão de usuários em 2026

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O ID Jovem, política pública do Governo do Brasil que dá acesso à cultura, ao esporte, ao lazer e ao transporte interestadual a jovens de baixa renda, chegou a 1.526.690 usuários ativos em 2026, depois de crescer desde 2023, quando atendia cerca de 300 mil jovens, com avanço puxado por 2025 e por novas ações de atendimento, divulgação e aproximação com as juventudes nos territórios.

ID Jovem amplia alcance e tenta chegar a quem ainda não usa o benefício

Coordenado pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), o programa assegura direitos previstos no Estatuto da Juventude, de 2013, e regulamentados pelo Decreto nº 8.537, de 2015. O benefício é voltado a pessoas de 15 a 29 anos que vivem em famílias com renda mensal de até dois salários mínimos e estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Para usar o ID Jovem, não é preciso estar matriculado em uma instituição de ensino.

Segundo estimativas da SNJ, quase 18 milhões de jovens brasileiros podem ter direito ao documento. Por isso, ampliar o conhecimento sobre o programa, facilitar a emissão da carteira e garantir o acesso efetivo aos benefícios seguem como desafios centrais.

A secretaria tem concentrado esforços no atendimento aos beneficiários e na divulgação do ID Jovem. Uma das mudanças foi a reestruturação do Fale Conosco, canal online usado para tirar dúvidas e receber denúncias. Com a alteração dos processos internos, o prazo de resposta caiu para até 48 horas.

Outra frente foi a emissão presencial de carteirinhas físicas em PVC durante ações de mobilização. A medida levou o programa para perto dos jovens, ajudou a divulgar os direitos e abriu espaço para conversa direta sobre o funcionamento da política pública. Os mutirões já fizeram parte de ações como o Governo na Rua e o Seminário das Juventudes, quando a equipe da SNJ também procura identificar dificuldades no acesso ao transporte, à cultura e ao lazer.

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A divulgação ganhou reforço com a articulação com outras iniciativas da secretaria, como o Juventude Solidária. Ao mesmo tempo, a estrutura do programa mudou: a equipe dedicada ao ID Jovem passou de apenas quatro pessoas em 2022 para mais de 40 profissionais atualmente.

Nesse período, a validade da carteira digital também mudou. Primeiro era de um mês; depois passou para seis meses e, mais tarde, para um ano. A integração tecnológica com o CadÚnico também encurtou o caminho até a emissão: o documento pode sair em até 48 horas depois da realização ou atualização cadastral e do processamento das informações.

Transporte interestadual segue no centro da disputa por acesso

A secretária Nacional de Juventude, Vitória Genuíno, trabalha com a perspectiva de ampliar o alcance do ID Jovem nos próximos quatro anos e fortalecer a presença do programa nos estados e municípios. Entre as estratégias previstas estão mobilizadores territoriais para divulgar os benefícios, organizar mutirões de emissão das carteirinhas físicas e manter diálogo direto com as juventudes.

“A proposta é aproximar a política pública do cotidiano dos beneficiários, identificando não apenas quem ainda não possui a carteira, mas também as dificuldades enfrentadas por aqueles que já têm o documento e não conseguem utilizar plenamente seus direitos” afirmou Vitória.

A SNJ também atua para ampliar a disponibilidade de vagas no transporte interestadual hoje vinculadas aos serviços da categoria convencional, por meio de possíveis mudanças nas normas que regulam o benefício. Com quase 18 milhões de potenciais beneficiários, essa expansão territorial aparece como prioridade para ampliar o acesso à política pública em todo o país.

Entre os direitos garantidos pelo ID Jovem estão meia-entrada em cinemas, teatros, shows e eventos culturais e esportivos, além da reserva de vagas gratuitas ou com desconto no transporte coletivo interestadual convencional. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mais de 1 milhão de passagens gratuitas foram emitidas para jovens beneficiários entre 2023 e 2025.

  • A legislação garante duas vagas gratuitas por veículo, embarcação ou composição ferroviária no serviço convencional de transporte interestadual.
  • Quando essas vagas são preenchidas, outras duas devem ser oferecidas com desconto mínimo de 50% no valor da passagem.
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Os dados atualizados da SNJ mostram que a maior concentração de usuários está entre os jovens de 15 a 19 anos, com 635.474 emissões, ou 41,6% do total. Na faixa de 20 a 24 anos, são 521.317 emissões, equivalentes a 34,1%. Já o grupo de 25 a 29 anos reúne 369.899 emissões, ou 24,2%.

As mulheres representam 66,37% dos beneficiários, com 1.013.301 usuárias. O público masculino responde por 33,63%, com 513.367 usuários. Esse retrato orienta novas estratégias de divulgação, sobretudo entre os homens e entre os jovens das faixas etárias mais elevadas, que participam menos do programa.

A emissão do ID Jovem é gratuita e pode ser feita pela internet, no portal oficial ou no aplicativo do programa. Para solicitar o documento, é preciso ter entre 15 e 29 anos, pertencer a uma família com renda mensal de até dois salários mínimos e estar inscrito no CadÚnico com informações atualizadas nos últimos 24 meses. Não é necessário ser estudante.

Quem ainda não está inscrito ou precisa atualizar os dados deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou o setor responsável pelo Cadastro Único no município onde mora. Depois da atualização na base do programa, a carteira pode ser emitida com os dados de identificação do beneficiário. Para usar os benefícios, o ID Jovem deve ser apresentada junto com documento oficial de identificação com foto.

Com mais de 1,5 milhão de usuários ativos e planos para ampliar sua presença nos territórios, a Secretaria Nacional de Juventude mantém o esforço para fortalecer o ID Jovem e ampliar o acesso aos direitos das juventudes brasileiras. As informações são da Agência Gov.

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