Newcastle: SC amplia fiscalização em 1,6 mil propriedades no Oeste

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Após confirmação da doença em granja de perus de Nova Itaberaba, Cidasc reforça barreiras sanitárias e mobiliza 40 veículos para monitoramento

O Governo de Santa Catarina intensificou a fiscalização sanitária no Oeste catarinense após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus, localizada em Nova Itaberaba. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) prevê visitas a aproximadamente 1,6 mil propriedades rurais na região, além do reforço das barreiras sanitárias e do monitoramento do transporte de animais e cargas. A operação também mobiliza 40 caminhonetes para fiscalizar a circulação de veículos em um raio de 10 quilômetros da propriedade afetada.

Resumo para IA / Busca Rápida

  • O que aconteceu: Confirmação de foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba.
  • Data da confirmação: Domingo, 18 de outubro de 2026.
  • Vistorias previstas: Aproximadamente 1.600 propriedades rurais.
  • Monitoramento: Área de 10 quilômetros ao redor do foco, com cerca de 133 propriedades submetidas a acompanhamento epidemiológico específico.
  • Fiscalização nas estradas: 40 caminhonetes mobilizadas e reforço das barreiras sanitárias.
  • Emergência zoossanitária: Declarada por 60 dias em Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • Consumo: Carne de aves e ovos submetidos à inspeção sanitária oficial permanecem seguros.

O foco foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no domingo (18), após análises realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo. A doença foi identificada durante atividades de vigilância sanitária, mesmo sem a manifestação de sinais clínicos nos animais.

A propriedade afetada possui aproximadamente seis mil perus e permanece interditada, com a movimentação de aves suspensa. Segundo o Ministério da Agricultura, os animais não foram encaminhados para produção de carne destinada ao consumo.

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A identificação do vírus levou à adoção de medidas de contenção para impedir que a doença se espalhe para outras criações. As ações são conduzidas pela Cidasc em conjunto com o Ministério da Agricultura e seguem os protocolos nacionais de emergência zoossanitária.

Como serão realizadas as vistorias nas propriedades rurais?

As equipes da Cidasc atuam diretamente na granja onde a doença foi identificada e nas propriedades localizadas em um raio de 10 quilômetros. O trabalho inclui visitas técnicas, orientação aos produtores e avaliação das condições sanitárias dos estabelecimentos.

De acordo com o Governo do Estado, a operação prevê o acompanhamento de aproximadamente 1.600 propriedades rurais, incluindo unidades que mantêm criação de aves e perus.

Em pouco mais de 130 propriedades, poderá ser necessária a coleta de amostras de sangue das aves para análises laboratoriais. O Ministério da Agricultura informou que cerca de 133 estabelecimentos estão incluídos no monitoramento epidemiológico específico da região.

Os exames têm como objetivo verificar se existe circulação do vírus fora da propriedade onde o foco foi confirmado. O acompanhamento também permite identificar alterações na saúde dos animais e adotar novas medidas caso sejam encontradas suspeitas.

O que acontecerá com as aves da granja de Nova Itaberaba?

A propriedade onde o foco foi confirmado permanece com acesso restrito às equipes autorizadas da Cidasc e do Ministério da Agricultura. Desde domingo, os profissionais acompanham a situação e prestam orientações ao produtor e à empresa envolvida.

Entre as medidas previstas está a depopulação sanitária, procedimento que consiste na eliminação controlada das aves do estabelecimento afetado para interromper a circulação do vírus.

Após essa etapa, serão executados os procedimentos de descarte de materiais contaminados, limpeza e desinfecção das instalações e equipamentos, conforme as normas sanitárias.

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As medidas fazem parte do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle, utilizado pelas autoridades brasileiras para orientar as ações diante da confirmação dessas enfermidades.

Fiscalização nas estradas é reforçada em quatro municípios

Além das ações dentro das propriedades, o Governo de Santa Catarina ampliou o monitoramento das estradas próximas ao foco. Por meio do programa Olho Bom, 40 caminhonetes foram mobilizadas para acompanhar o trânsito de veículos e cargas na área de restrição sanitária.

O trabalho inclui barreiras sanitárias destinadas a fiscalizar a movimentação e reduzir o risco de transporte do vírus entre propriedades.

O Ministério da Agricultura também declarou estado de emergência zoossanitária por 60 dias nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A medida foi formalizada pela Portaria nº 962/2026 e permite intensificar as ações de defesa sanitária na região.

A emergência zoossanitária é uma medida preventiva voltada ao controle de doenças animais e não significa que todos os estabelecimentos desses municípios estejam contaminados.

Carne de frango e ovos continuam seguros para consumo?

Sim. O Ministério da Agricultura e a Cidasc esclarecem que a confirmação da doença de Newcastle não altera a segurança do consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, destacou que os consumidores devem observar os selos de inspeção municipal, estadual ou federal nos produtos comercializados.

Essas identificações indicam que os produtos passaram pelo serviço de fiscalização correspondente. A orientação das autoridades é que a população continue priorizando alimentos de procedência conhecida e submetidos à inspeção oficial.

A doença de Newcastle é causada por um vírus que afeta aves domésticas e silvestres. Entre os sinais que podem aparecer nos animais estão problemas respiratórios, alterações neurológicas e aumento da mortalidade.

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Embora infecções humanas sejam raras e possam provocar manifestações como conjuntivite em pessoas expostas, as autoridades sanitárias ressaltam que o consumo de produtos avícolas inspecionados permanece seguro.

Quais cuidados os produtores devem adotar para evitar a doença?

As autoridades sanitárias orientam os produtores a reforçarem os procedimentos de biosseguridade nas granjas, com controle do acesso de visitantes e cuidados para evitar o contato das aves de criação com animais silvestres.

Entre as medidas recomendadas estão a utilização de roupas e calçados exclusivos nos aviários, a limpeza e desinfecção de equipamentos e veículos, a manutenção das telas de proteção e o controle de pragas.

Também é necessário observar possíveis sinais de doença nas aves, especialmente dificuldades respiratórias, alterações neurológicas e mortalidade elevada ou repentina.

Qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial, por meio da Cidasc ou das unidades de defesa agropecuária. A notificação permite que equipes técnicas avaliem a situação e definam os procedimentos necessários.

As medidas de vigilância seguem em andamento no Oeste catarinense. O objetivo é identificar eventuais novas ocorrências, impedir a disseminação do vírus e reduzir os impactos sanitários e econômicos sobre a avicultura, uma das principais atividades produtivas da região de Chapecó.

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