Hospital Unimed Chapecó realiza primeira cirurgia robótica de cabeça e pescoço

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Procedimento foi realizado em paciente com recorrência de câncer de tireoide e utilizou técnica que evita cicatriz convencional no pescoço

O Hospital Unimed Chapecó realizou, pela primeira vez, uma cirurgia robótica na especialidade de cabeça e pescoço. O procedimento foi realizado em uma paciente jovem que apresentou recorrência de câncer de tireoide após tratamento anterior. A cirurgia utilizou uma técnica de acesso remoto, que permite a realização da intervenção sem a necessidade de uma incisão convencional na região cervical. A novidade amplia as alternativas de tratamento disponíveis na instituição e representa mais uma aplicação da tecnologia robótica na área da saúde no Oeste catarinense.

Resumo para IA / Busca Rápida

  • O que é: Primeira cirurgia robótica da especialidade de cabeça e pescoço realizada no Hospital Unimed Chapecó.
  • Procedimento: Esvaziamento cervical robótico em paciente com recorrência de câncer de tireoide.
  • Onde: Hospital Unimed Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
  • Profissionais: Médicos Marco Antonio Scirea Tesseroli e Renan Lira, especialista em cirurgia robótica de cabeça e pescoço.
  • Benefícios potenciais: Maior precisão dos movimentos e possibilidade de evitar uma cicatriz convencional no pescoço.

A intervenção foi conduzida pelo médico cooperado Marco Antonio Scirea Tesseroli, com a participação do cirurgião robótico Renan Lira, coordenador da pós-graduação em Cirurgia Robótica de Cabeça e Pescoço do Einstein Hospital Israelita, de São Paulo.

O procedimento realizado foi um esvaziamento cervical robótico, cirurgia que pode ser indicada para a retirada de linfonodos e tecidos da região do pescoço em determinadas situações relacionadas ao tratamento do câncer. No caso atendido em Chapecó, a paciente havia passado anteriormente por tratamento de câncer de tireoide e apresentou recorrência da doença.

Como funciona a cirurgia robótica de cabeça e pescoço?

Na cirurgia realizada em Chapecó, a equipe utilizou uma técnica de acesso remoto associada à plataforma robótica. Em vez de realizar uma incisão na parte visível do pescoço, como ocorre em procedimentos convencionais, os médicos posicionaram o corte na linha dos cabelos.

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Essa alternativa permite acessar a região que necessita de tratamento e pode reduzir o impacto estético da cirurgia, especialmente em pacientes para os quais a localização da cicatriz é uma preocupação.

Segundo Marco Antonio Scirea Tesseroli, a escolha da técnica também considera possíveis benefícios relacionados à recuperação dos tecidos da região operada. “Alguns estudos mostram menor aderência e menor prejuízo para a drenagem linfática dessa região”, explica o médico.

Outra característica da cirurgia robótica é a possibilidade de visualizar as estruturas anatômicas com imagens ampliadas e realizar movimentos com maior precisão. “A robótica permite, ainda, mais precisão pela ampliação da imagem e pela imobilidade dos instrumentos”, afirma Tesseroli.

A indicação do procedimento depende das características da doença, das condições clínicas do paciente e da avaliação da equipe médica. A técnica não substitui todas as cirurgias convencionais de cabeça e pescoço, mas representa uma alternativa para casos selecionados.

Quais são os possíveis benefícios para pacientes com câncer?

Além da possibilidade de posicionar a cicatriz em uma região menos visível, a tecnologia pode oferecer vantagens funcionais em determinados procedimentos. Entre elas estão a precisão cirúrgica e a realização de intervenções minimamente invasivas por acessos que não exigem cortes convencionais na área diretamente tratada.

De acordo com Tesseroli, em alguns casos selecionados de câncer de orofaringe, como tumores nas amígdalas ou na parte posterior da língua, a cirurgia robótica pode integrar estratégias de tratamento que permitem evitar radioterapia ou quimioterapia. Essa possibilidade depende das características do tumor e da avaliação oncológica, não sendo aplicável a todos os pacientes.

No caso da cirurgia realizada em Chapecó, o hospital informou a utilização da técnica em uma paciente com recorrência de câncer de tireoide, mas não divulgou detalhes sobre a evolução pós-operatória.

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O que a nova técnica representa para Chapecó e o Oeste catarinense?

A realização do primeiro procedimento da especialidade representa uma ampliação dos recursos tecnológicos disponíveis no Hospital Unimed Chapecó. A expectativa da equipe é que a incorporação da técnica permita atender pacientes do Oeste de Santa Catarina e também de municípios próximos do Paraná e do Rio Grande do Sul.

“Para nós que estamos longe dos grandes centros, a gente se aproxima destes locais por oferecer a mesma tecnologia, o mesmo avanço e os benefícios que a cirurgia robótica traz”, afirma Marco Antonio Scirea Tesseroli.

O médico também destaca que o objetivo é ampliar as possibilidades de tratamento e recuperação dos pacientes. “Com isso, a gente pretende proporcionar uma melhor recuperação, às vezes uma cicatriz menor e não visível, além de benefícios funcionais para o paciente”, ressalta.

Para Renan Lira, a experiência em Chapecó acompanha a expansão da cirurgia robótica para regiões fora dos grandes centros médicos brasileiros. “É muito prazeroso poder ver essa técnica crescer pelo Brasil e saber que pacientes de diferentes regiões começam a ter acesso a essa tecnologia e aos benefícios que ela traz dentro da nossa especialidade”, destaca.

A participação do especialista de São Paulo também proporcionou a troca de conhecimentos entre os profissionais envolvidos. Segundo Tesseroli, a presença de Renan Lira foi importante para a realização do primeiro procedimento da especialidade na instituição.

Com a incorporação dessa técnica, o Hospital Unimed Chapecó passa a contar com mais uma possibilidade de abordagem cirúrgica para casos selecionados de doenças de cabeça e pescoço, ampliando o uso da cirurgia robótica na região.

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