Prevenção do suicídio: internet e serviços digitais ajudam na saúde mental

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A prevenção do suicídio ganha espaço na internet e nos serviços digitais, que podem ajudar no cuidado com a saúde mental, ampliar o acesso à informação e aproximar pessoas de apoio e orientação.

Quando a rede ajuda e quando ela pesa

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e atua na prevenção ao suicídio por meio de atendimentos gratuitos. No site oficial, há canais digitais de acolhimento; pelo chat, por exemplo, o usuário conversa com um voluntário treinado, que presta escuta acolhedora com respeito, anonimato e sigilo sobre as informações compartilhadas.

Canais governamentais voltados à saúde também entram nessa rede. A página do Ministério da Saúde reúne informações sobre sinais de alerta que uma pessoa em risco pode apresentar, como isolamento social, manifestações de ideias suicidas e agravamento de alterações comportamentais.

A conectividade ajuda a superar barreiras geográficas no acesso aos cuidados em saúde mental. Terapias online e atendimentos digitais podem ser usados por pessoas que, por motivos econômicos ou de tempo, não conseguem chegar ao atendimento presencial, garantindo o atendimento e o acolhimento necessários. Em muitos casos, a consulta online vira o primeiro contato com um profissional de saúde e pode levar a um acompanhamento especializado depois.

O ambiente digital também exige cuidado

Apesar de facilitar o acesso à informação e ao acolhimento, a internet também pode expor o usuário a desinformação, conteúdos prejudiciais e práticas como o ciberbullying. Redes sociais e chats de jogos online podem abrigar os chamados “trolls”, pessoas que publicam comentários provocativos, falsos ou ofensivos para causar conflitos e constrangimentos. A exposição frequente a esse tipo de interação pode contribuir para sentimentos de ansiedade, estresse e sofrimento emocional.

Diante desse cenário, o usuário pode recorrer a ferramentas de denúncia, bloqueio e filtros de conteúdo nas plataformas digitais. Também deve verificar se o conteúdo sobre saúde mental foi publicado por órgãos oficiais, instituições de saúde ou especialistas qualificados antes de compartilhar. Outra medida é estabelecer limites para o uso de redes sociais, jogos e outras plataformas digitais, para evitar sobrecarga emocional. A internet ainda pode conectar familiares, amigos e grupos especializados em saúde mental, reforçando redes de apoio em momentos de sofrimento emocional.

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A conectividade amplia o acesso à informação, ao acolhimento e aos serviços de saúde mental, mas não substitui o acompanhamento profissional. As informações são da Agência Gov.

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