EUA discutem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em Washington

Compartilhe essa notícia:

Tabela de Conteúdos [hide]

Resumo

Flávio Bolsonaro participa nesta terça-feira (7), em Washington, de uma audiência do USTR que examina práticas comerciais do Brasil e a proposta de Donald Trump de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O painel começa às 10h locais, 11h em Brasília, no segundo e último dia do encontro.

Em Washington, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa nesta terça-feira (7) de uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que examina a investigação aberta contra práticas comerciais do Brasil e a proposta do governo de Donald Trump de impor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O painel dele está marcado para as 10h no horário local, 11h em Brasília, e ocorre no segundo e último dia da audiência.

O que está na mira dos EUA

A audiência foi realizada no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. Esse mecanismo permite ao governo americano investigar e, se quiser, aplicar sanções comerciais a países acusados de adotar práticas consideradas desleais ou prejudiciais aos interesses de empresas dos Estados Unidos.

No caso do Brasil, a apuração cita comércio digital, serviços de pagamento eletrônico — incluindo o Pix —, tarifas classificadas como “injustas e preferenciais”, medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e ações de combate ao desmatamento ilegal.

Também participam da audiência representantes do setor produtivo brasileiro. Entre eles estão Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e ex-embaixador, que representa a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, representante da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

Na semana passada, Flávio encaminhou uma manifestação ao USTR pedindo a suspensão imediata da tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. No documento, ele disse que a medida “recompensaria os próprios infratores que deveria punir” e afirmou que isso fortaleceria politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

LEIA TAMBÉM  Plano Safra 2026/27 mantém juros menores no campo

O senador também sugeriu que qualquer decisão sobre a tarifa ficasse para depois das eleições de outubro. Na mesma manifestação, argumentou que o governo brasileiro estaria explorando politicamente a pressão comercial exercida pelos Estados Unidos.

As declarações provocaram reação de Lula. Em publicação nas redes sociais, o presidente do Brasil chamou de “entreguismo” a postura da família Bolsonaro ao defender medidas junto ao governo americano e disse que o Brasil manterá uma relação de igualdade nas negociações com outros países. 

Fonte: Canal Rural

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas