Câncer de mama em homens pode indicar risco genético familiar

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Resumo

Dados do INCA mostram que cerca de 1% dos casos de câncer de mama ocorre em homens e pode estar ligado a alterações herdadas no DNA. Um estudo publicado em 2024 no Journal of Medical Genetics relaciona a doença a variantes como BRCA2, BRCA1, CHEK2, RAD51D e PALB2.

O câncer de mama em homens pode sinalizar risco genético para outras pessoas da família, porque alterações herdadas no DNA aparecem com mais frequência nesses pacientes. O INCA estima que eles respondam por aproximadamente 1% dos casos, e um estudo publicado em 2024 no Journal of Medical Genetics reforça a ligação com variantes como BRCA2.

O que o teste genético pode mostrar

As variantes hereditárias em BRCA1 e BRCA2 estão associadas a maior predisposição para diferentes tipos de câncer, e o teste genético para identificação da doença ajuda a localizar esses sinais. Além disso, estudos também apontam relação com CHEK2, RAD51D e PALB2.

Pacientes portadores dessas variantes podem ter vulnerabilidade ao desenvolvimento de cânceres. No caso de BRCA1 e BRCA2, o risco também sobe para câncer de pâncreas e de próstata; PALB2 aparece ligado ao câncer de pâncreas; e CHEK2 se associa a risco aumentado de câncer de próstata, rim, cólon, tireoide, estômago e outros.

O que médicos procuram quando encontram uma alteração

Vice-presidente de assuntos científicos em oncologia da América Latina da Centogene, o Dr. Raphael Parmeggiani disse: “Quando avaliamos um paciente com câncer de mama masculino, a investigação genética pode trazer informações que vão além do diagnóstico individual. Uma alteração identificada pode ajudar a compreender riscos futuros e também orientar familiares que podem compartilhar essa predisposição.”

Em outra fala, o especialista afirmou: “O objetivo é transformar esses dados em conhecimento que ajude médicos e pacientes a tomar decisões mais precisas, considerando as características únicas de cada pessoa”. Para ele, a genética deixou de servir só para confirmar diagnósticos e passou a abrir novas possibilidades para a medicina.

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Os especialistas ainda dizem que o acesso à informação genética e sua interpretação adequada seguem como desafio. A presença dessas alterações não significa que alguém vai desenvolver câncer, mas pode indicar predisposição que exige acompanhamento médico. As informações são da CNN Brasil.

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