Dois brasileiros morrem em terremotos na Venezuela; FAB envia ajuda humanitária

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Itamaraty confirmou óbito de uma mulher e um homem. Aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira decola nesta sexta (26) com equipes e suprimentos para o país vizinho.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou nessa quinta-feira (25) que dois brasileiros — uma mulher e um homem — morreram em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter, podem ter deixado milhares de mortos, segundo projeções do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O governo brasileiro já mobilizou a Força Aérea Brasileira (FAB) para enviar ajuda humanitária ao país vizinho.

  • O que é: Confirmação de mortes de brasileiros na Venezuela e envio de ajuda humanitária pelo Brasil.
  • Números principais: 2 brasileiros mortos (1 homem e 1 mulher); terremotos de 7,2 e 7,5; mais de 160 km de extensão; aeronave KC-390 da FAB decola às 10h.
  • Onde: Venezuela, com epicentro a 160 km a oeste de Caracas. Em Chapecó e Oeste Catarinense, a comunidade acompanha com solidariedade.
  • Quem afeta: Famílias das vítimas, comunidade brasileira na Venezuela, governo federal e população que acompanha a tragédia.

O que disse o Itamaraty sobre os brasileiros mortos?

“O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O ministério informa ainda estar prestando assistência consular às famílias das vítimas”, disse a pasta em publicação no X (antigo Twitter).

O Itamaraty não divulgou as identidades das vítimas nem detalhes sobre onde elas estavam no momento dos tremores. A assistência consular inclui apoio para a liberação dos corpos e traslado ao Brasil, além de orientação jurídica e psicológica às famílias.

Como o Brasil está ajudando a Venezuela?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que prometeu à presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, o envio de “tudo o que for necessário” ao país. “Fizemos uma reunião com vários ministros agora. Eu falei com a presidenta Delcy, da Venezuela, de manhã, do carro, para perguntar a ela o que precisava que a gente fizesse, e estamos reunindo vários ministros para mandar tudo o que for necessário: água, bombeiro, defesa civil, comida, remédio”, disse Lula, ao discursar em evento em Mato Grosso do Sul.

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A Força Aérea Brasileira (FAB) informou o uso de uma aeronave KC-390 Millennium para missão humanitária à Venezuela, com decolagem prevista para as 10h desta sexta-feira (26). A aeronave transportará equipes de resgate, suprimentos médicos, alimentos e água para as áreas mais afetadas pelos terremotos.

Qual é a magnitude dos terremotos que atingiram a Venezuela?

Um terremoto de magnitude 7,2 na escala Richter atingiu uma área de aproximadamente 160 quilômetros a oeste de Caracas na noite de quarta-feira, seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O terremoto de magnitude 7,5 foi o mais forte da Venezuela desde 1900.

A Venezuela fica na fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul e sofreu terremotos devastadores ao longo da história, incluindo um que matou cerca de 30 mil pessoas em 1812. As réplicas continuam sendo registradas na região, dificultando os trabalhos de resgate.

Qual é a situação atual dos resgates na Venezuela?

Até o momento, dados oficiais registram 164 mortos e 970 feridos, mas projeções do USGS apontam a probabilidade de dezenas de milhares de vítimas, com perda econômica de 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB). As equipes de resgate continuam trabalhando nos estados mais afetados, incluindo Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, Caracas e La Guaira.

A presidente Delcy Rodríguez decretou estado de emergência e mobilizou profissionais de saúde e forças armadas para atuar nas áreas atingidas. A comunidade internacional, incluindo Brasil, EUA, China, México e Cuba, já ofereceu ajuda e enviou equipes de resgate e suprimentos.

Como a comunidade de Chapecó pode ajudar?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a comunidade acompanha com solidariedade a tragédia na Venezuela. Embora as doações sejam direcionadas prioritariamente a entidades internacionais, moradores podem contribuir com campanhas organizadas por igrejas, ONGs e instituições humanitárias que atuam no país vizinho.

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A Defesa Civil de Santa Catarina e a Polícia Militar também monitoram a situação e podem mobilizar equipes caso haja necessidade de apoio adicional. A solidariedade dos catarinenses já foi demonstrada em outras tragédias, e a expectativa é de novas ações de apoio à população venezuelana.

Com informações do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Força Aérea Brasileira (FAB), do Serviço Geológico dos EUA (USGS) e do governo da Venezuela.

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