quinta-feira, 28 maio, 2026

Minha Casa Minha Vida já responde por metade das vendas de imóveis no Brasil

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O programa Minha Casa Minha Vida se consolidou como principal força do mercado imobiliário brasileiro em 2026. Mesmo com juros elevados e crédito mais restrito, o programa habitacional já responde por praticamente metade das vendas de imóveis residenciais no país, segundo levantamento divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Os dados mostram que o Minha Casa Minha Vida foi responsável por 49% de todos os imóveis vendidos no primeiro trimestre deste ano, totalizando 54.510 unidades comercializadas em 221 cidades brasileiras.

Na prática, o programa deixou de funcionar apenas como política habitacional voltada à população de baixa renda e passou a ocupar posição estratégica dentro da construção civil brasileira.

Segundo reportagem publicada pelo InfoMoney, o setor continua encontrando sustentação no programa mesmo com a taxa Selic ainda elevada em 14,5%.

Programa virou peça central do mercado imobiliário

O crescimento da participação do Minha Casa Minha Vida acontece em um momento de desaceleração no crédito imobiliário tradicional.

Com juros altos, muitas famílias passaram a depender das condições facilitadas oferecidas pelo programa federal para conseguir financiar imóveis.

O movimento também ajudou a manter o ritmo de vendas da construção civil em meio ao cenário econômico mais apertado.

Segundo a CBIC, parte importante da demanda atual vem justamente das faixas populares e da classe média enquadrada nas novas regras do programa.

Recentemente, o governo ampliou os limites de renda e aumentou o teto dos imóveis financiáveis dentro do Minha Casa Minha Vida.

Agora, famílias com renda mensal de até R$ 13 mil podem participar do programa, dependendo da faixa de financiamento escolhida.

Construção civil ainda vê riscos no cenário econômico

Apesar do bom desempenho nas vendas, empresários do setor continuam atentos aos impactos da taxa de juros e dos custos da construção civil.

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O aumento nos preços de materiais, combustíveis e mão de obra ainda preocupa construtoras e incorporadoras.

Além disso, o setor acompanha com cautela as próximas decisões do Banco Central sobre a Selic, considerada um dos principais fatores que afetam financiamentos imobiliários no Brasil.

Mesmo assim, o Minha Casa Minha Vida segue funcionando como uma espécie de “âncora” do mercado, sustentando boa parte da demanda por imóveis residenciais no país.

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