Novo tratamento para Alzheimer gera debate sobre acesso e alto custo

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Um novo medicamento usado no tratamento do Alzheimer deve chegar às farmácias brasileiras no fim de junho e já provoca discussão sobre acesso, custo e expectativa de pacientes. O lecanemabe, vendido com o nome comercial Leqembi, foi aprovado pela Anvisa no fim de 2025 e será indicado para pessoas diagnosticadas nas fases iniciais da doença.

O tratamento foi desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen e terá custo mensal estimado entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, dependendo da carga tributária de cada estado.

O valor elevado levanta dúvidas sobre cobertura por planos de saúde e possível incorporação futura ao SUS, algo que ainda não foi definido pelas autoridades brasileiras.

Segundo informações publicadas pelo Só Notícia Boa, o medicamento atua diretamente nas placas beta-amiloides, proteínas que se acumulam no cérebro de pacientes com Alzheimer e estão associadas à progressão da doença e à perda gradual de memória.

Remédio desacelera avanço da doença

O lecanemabe não cura o Alzheimer, mas estudos mostraram que ele pode retardar a evolução dos sintomas em pacientes diagnosticados precocemente.

A aprovação do medicamento se baseou em um estudo publicado na revista científica The New England Journal of Medicine. A pesquisa acompanhou 1.795 pacientes durante 18 meses e identificou redução de 27% na progressão da doença em comparação com pessoas que receberam placebo.

Os pesquisadores observaram desaceleração da perda cognitiva, especialmente em pacientes com sintomas leves e início de demência.

O tratamento é feito por infusão intravenosa a cada duas semanas em hospitais ou clínicas especializadas, o que exige acompanhamento médico frequente.

Especialistas alertam, porém, que o medicamento não funciona da mesma forma para todos os pacientes.

Tratamento exige exames e monitoramento

O remédio não é recomendado para pessoas com mutação no gene ApoE4, grupo que apresenta maior risco de efeitos colaterais como inchaço cerebral e pequenas hemorragias.

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Antes de iniciar o tratamento, os pacientes precisam passar por exames específicos para avaliar segurança e indicação clínica.

Durante o uso do medicamento, o monitoramento continua sendo necessário para acompanhar possíveis reações adversas.

Mesmo com as limitações, médicos consideram a chegada do lecanemabe um dos avanços mais relevantes dos últimos anos no tratamento do Alzheimer, doença que ainda não possui cura definitiva.

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