sábado, 13 junho, 2026

Lula critica regra ambiental da UE e defende etanol brasileiro como mais limpo

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (20), durante visita à Alemanha, a trajetória pioneira dos biocombustíveis brasileiros e criticou o regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). As declarações foram dadas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hanôver.

“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse, ao citar que a UE espera chegar a 50% de renováveis em sua matriz até 2050, enquanto o Brasil já cumpriu essa meta em 2025.

Lula aponta gargalos na descarbonização da Europa

Em sua fala, Lula destacou que o transporte figura atualmente como um dos principais gargalos de descarbonização da Europa. “Apesar disso, a União Europeia está revisando o seu regulamento sobre biocombustíveis. Estão na mesa propostas que ignoram práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro”.

O presidente lembrou que, em janeiro, entrou em vigor um “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis.

“Quem quiser energia limpa, procure o Brasil”

“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correto adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudiquem os produtores brasileiros”, completou.

“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil”, concluiu.

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As críticas de Lula ao regulamento ambiental da UE refletem a insatisfação do governo brasileiro com barreiras comerciais verdes que, na visão do presidente, prejudicam produtores nacionais e não reconhecem os avanços sustentáveis do país.

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