sexta-feira, 12 junho, 2026

SUS amplia tecnologias e cuidado para pacientes com hemofilia

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Resumo

O Brasil registrou 14.576 pessoas com hemofilia em 2025, contando com uma rede de assistência integral pelo SUS. O sistema público tem avançado na oferta de tecnologias como o emicizumabe e no diagnóstico precoce para evitar complicações graves.

Destaques sobre o atendimento

  • Dados nacionais: O país possui 12.151 pacientes com hemofilia A e 2.425 com o tipo B.
  • Tratamento moderno: O medicamento emicizumabe, disponível desde 2021, agora atende crianças de 0 a 6 anos com hemofilia A grave.
  • Prevenção: A estratégia de profilaxia é utilizada para evitar sangramentos espontâneos e danos nas articulações.
  • Rede de apoio: Centros de Tratamento de Hemofilia contam com equipes multiprofissionais para suporte contínuo.

Avanços no cuidado aos pacientes com hemofilia

Conforme apuração original do portal Agência Gov – Saúde, o cuidado com a hemofilia no Brasil envolve uma rotina de atenção constante para garantir que os pacientes possam estudar, trabalhar e se movimentar com segurança. O Sistema Único de Saúde (SUS) assegura o acompanhamento completo, abrangendo desde o diagnóstico inicial até o tratamento em unidades especializadas. Nos últimos anos, essa assistência foi reforçada pela chegada de novas tecnologias e pelo fortalecimento da rede de atendimento.

A hemofilia é uma condição de origem genética que causa a deficiência de fatores que ajudam na coagulação do sangue. O tipo A ocorre pela falta do fator VIII, enquanto o tipo B está ligado à ausência do fator IX. Em 2025, o Brasil contabilizou 14.576 pessoas com a doença, sendo a grande maioria (12.151) do tipo A. Os principais obstáculos enfrentados por esses pacientes são os sangramentos, que podem ocorrer sem causa aparente ou após pequenos ferimentos, gerando dor e limitações físicas.

Diagnóstico precoce e novas terapias

Identificar a hemofilia cedo é fundamental para evitar sequelas como dor crônica e lesões nas articulações. O país tem registrado progressos no diagnóstico de mulheres e meninas, grupo que historicamente recebia menos identificação da doença. Com o acompanhamento adequado nos Centros de Tratamento de Hemofilia da rede pública, as internações diminuem e os pacientes ganham mais autonomia. Equipes formadas por diferentes profissionais de saúde oferecem suporte em todas as etapas da vida.

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Entre as inovações terapêuticas, destaca-se o emicizumabe, incorporado ao SUS em 2021 para o tratamento da hemofilia A. O medicamento é aplicado de forma subcutânea e pode ser administrado em casa, reduzindo a frequência de procedimentos. Recentemente, o uso dessa tecnologia foi estendido para crianças de 0 a 6 anos com a forma grave da doença, mesmo que não apresentem inibidores. Para a hemofilia B, novas opções de tratamento estão sendo avaliadas para oferecer maior eficácia e conforto aos pacientes.

Políticas públicas e conscientização

Além dos medicamentos, o SUS utiliza a profilaxia como principal método para prevenir sangramentos e proteger as articulações. Segundo Arthur Mello, diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), o sistema público tem se organizado de forma consistente para ampliar o acesso ao diagnóstico e incorporar tecnologias que melhoram a qualidade de vida em todo o território nacional.

A disseminação de informações também é uma peça-chave no combate à doença, envolvendo profissionais de saúde, pacientes e seus familiares. O Dia Mundial da Hemofilia, lembrado em 17 de abril, serve como um marco para dar visibilidade à condição e reforçar a necessidade de políticas públicas que garantam saúde e independência para quem convive com a hemofilia.

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