quarta-feira, 8 abril, 2026

Infestação de mosquito faz moradores em SC usarem luvas no calor e virarem ‘prisioneiros nas próprias casas’

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Resumo

A cidade de Ilhota, em Santa Catarina, registra uma infestação de maruim que afeta a rotina da população. O inseto causa forte irritação na pele e pode transmitir a Febre do Oropouche, gerando preocupação entre moradores e autoridades locais.

Destaques sobre a infestação

  • Localização: A região do Braço do Baú é apontada pela prefeitura como uma das áreas mais afetadas em Ilhota.
  • Impacto na rotina: Moradores precisam manter casas fechadas e ventiladores ligados constantemente para evitar o inseto.
  • Saúde: Além da coceira e queimação, o maruim pode transmitir a Febre do Oropouche e parasitas em animais.
  • Dificuldade técnica: O município afirma que não existe um produto específico com eficácia comprovada para eliminar o maruim.

Impactos na rotina dos moradores

Conforme apuração original do portal G1 SC, a cidade de Ilhota, que possui 17 mil habitantes no Vale do Itajaí, enfrenta sérios problemas causados pela infestação de maruim. O inseto, conhecido por sua picada que provoca coceira e irritação, tem forçado a população a mudar hábitos diários. Na região do Braço do Baú, os moradores relatam que precisam manter portas e janelas sempre fechadas, utilizando ventiladores para amenizar o calor dentro das residências.

A situação é crítica para pessoas em condições de saúde delicadas, como a aposentada Veronita Pelz. Desde dezembro, quando iniciou um tratamento contra o câncer, ela não consegue sair do quarto para aproveitar as áreas externas de sua casa devido à presença constante dos mosquitos. Embora a comunidade tenha buscado auxílio junto às autoridades, os moradores afirmam que ainda não receberam uma resposta que resolva o problema de forma efetiva.

Dificuldades no combate ao inseto

A prefeitura de Ilhota explicou que o controle da infestação é dificultado pela ausência de um produto específico que seja comprovadamente eficaz contra o maruim. Atualmente, o município utiliza larvicida biológico para combater outros tipos de mosquitos, mas o órgão informou que essa medida não produz o mesmo efeito sobre o maruim. O problema não é exclusivo de Ilhota, tendo sido registrado recentemente também na cidade vizinha de Luiz Alves.

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Em 2024, Luiz Alves chegou a decretar situação de emergência por conta do inseto. Na ocasião, especialistas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) explicaram que, assim como ocorre com os mosquitos da dengue e da malária, apenas as fêmeas do maruim picam os seres humanos. Elas buscam o sangue como suplemento alimentar necessário para a produção de ovos e a geração de descendentes.

Riscos à saúde e características do maruim

De acordo com o professor de ecologia e zoologia Luiz Carlos de Pinha, da UFSC, a picada do maruim gera um incômodo imediato, caracterizado por uma sensação de queimação e ardência na pele. Quando a população do inseto é muito grande, como observado na região, o risco vai além da irritação cutânea, envolvendo a possível transmissão de patógenos.

O especialista destaca que o maruim pode transmitir a Febre do Oropouche em humanos, uma doença que apresenta sintomas como febre e dor nas articulações, podendo ser confundida com a dengue. Além dos riscos aos seres humanos, o mosquito também está relacionado à transmissão de parasitas em animais domésticos da pecuária, como bovinos e equinos, o que pode gerar surtos de doenças nesses rebanhos.

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