segunda-feira, 20 abril, 2026

Treinador condenado por abuso sexual no Oeste de SC recebe pena de 65 anos de prisão

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Um treinador condenado por abuso sexual no Oeste de SC recebeu pena de 65 anos de reclusão e mais oito anos e seis meses de detenção por crimes praticados contra adolescentes entre 10 e 14 anos, nos anos de 2023 e 2024.

Os fatos ocorreram em uma cidade do Oeste catarinense, e a sentença foi proferida por comarca da região. A decisão também fixou indenizações às vítimas, com valores entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, conforme cada caso. A prisão preventiva foi mantida devido à gravidade e à reiteração das condutas.

Escolinha de futebol era usada para aproximação

Conforme consta nos autos, o acusado utilizava a escolinha de futebol como meio de aproximação das famílias e dos adolescentes.

Segundo a denúncia, ele oferecia chuteiras, celulares, roupas esportivas, dinheiro, lanches e passeios como forma de criar vínculo e manter os jovens próximos.

Os relatos apontam que os benefícios eram usados como instrumento de manipulação, acompanhados de chantagens emocionais para evitar que os abusos fossem revelados.

Controle psicológico e promessas de vantagens

Os depoimentos das vítimas indicam que o treinador construía uma relação de aparente amizade e proteção, mas exercia controle psicológico sobre os adolescentes.

Entre as estratégias mencionadas estavam promessas de posições de destaque no time e até da faixa de capitão, condicionadas à manutenção de contato próximo e sigiloso.

Abusos ocorriam em locais afastados

De acordo com o processo, os atos libidinosos eram praticados, em geral, em locais afastados. Algumas vítimas relataram que eram levadas de motocicleta até pontos isolados, onde ficavam sozinhas com o réu.

Familiares descreveram mudanças bruscas de comportamento dos adolescentes, incluindo isolamento, choro frequente, medo e recusa em continuar nos treinos.

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Outros crimes e envio de pornografia infantil

Além dos crimes sexuais, o homem também foi condenado por perseguir uma das vítimas com envio insistente de mensagens e promessas de bens materiais, como computador e motocicleta.

Em outro caso, houve aliciamento por meio de envio de imagens de crianças, convites e promessas de presentes.

A sentença também o responsabilizou pelo envio de pornografia infantil em grupo de WhatsApp com participação de adolescentes, fato comprovado por perícia nos aparelhos celulares apreendidos.

Processo tramita em segredo de Justiça

O caso tramita em segredo de Justiça. Cabe recurso ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

A decisão reforça a gravidade dos crimes e a necessidade de vigilância permanente em ambientes frequentados por crianças e adolescentes.

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