terça-feira, 14 abril, 2026

Brasil teve 1.493 eventos climáticos extremos em 2025, aponta relatório do Cemaden

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O ano de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no planeta, com a temperatura média global atingindo 1,47°C acima dos níveis pré-industriais (1850–1900). No Brasil, esse aquecimento se refletiu em uma sucessão de eventos climáticos extremos que impactaram diretamente 336.656 pessoas e geraram prejuízos econômicos da ordem de R$ 3,9 bilhões.

Os dados constam do mais recente relatório “Estado do Clima, Extremos de Clima e Desastres no Brasil”, elaborado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A publicação é elaborada a partir de informações de órgãos, serviços e programas de monitoramento do clima de diferentes regiões do planeta, como o europeu Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus.

De acordo com os dados, no ano passado, a temperatura média global atingiu 14,97 °C – ficando apenas 0,01 °C abaixo da registrada em 2023 e 0,13 °C abaixo de 2024 – o ano mais quente da série histórica.

“As altas temperaturas globais, juntamente com os níveis recordes de vapor d’água na atmosfera em 2025, desencadearam ondas de calor sem precedentes, secas, incêndios e chuvas intensas, causando impactos significativos e miséria a milhões de pessoas”, sustentam os autores do relatório.

Eventos hidrológicos no Brasil

O documento destaca que, no Brasil, o verão de 2024/2025 foi o sexto mais quente desde 1961. Em novembro de 2025, oito unidades federativas registraram secas em 100% de seus territórios: Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

O relatório indica que o país foi marcado por sete ondas de calor e sete ondas de frio, além de uma ampla variedade de desastres hidrometeorológicos fortalecidos por padrões climáticos extremos associados ao aquecimento global.

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De acordo com os dados, o Brasil registrou 1.493 eventos hidrológicos como secas intensas, alagamentos, transbordamentos, cheias, enxurradas e deslizamentos de terra. Desses, 1.336 foram de pequeno porte; 146 de médio porte e 11 de grande porte, com a predominância de inundações, enxurradas e deslizamentos. A região Sudeste concentrou 43% do total de ocorrências.

Cidades em risco

Ainda de acordo com os especialistas, 2.095 das 5.570 cidades brasileiras estão expostas a riscos geo-hidrológicos, devendo ser foco prioritário de ações de gestão e prevenção de riscos e desastres.

Minas Gerais é apontada como a unidade da federação com maior número de cidades em risco: dos 853 municípios mineiros, 306 estão suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações, o que representa perigo para cerca de 1,5 milhão de pessoas.

Perspectiva e alerta

Destacando que o número de desastres climáticos no Brasil aumentou 222% entre o início da década de 1990 e os três primeiros anos de 2020, o Cemaden alerta para a tendência de mais eventos extremos nos próximos anos, incluindo ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas, e menos ondas de frio, sendo algumas delas muito intensas.

Para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ao qual o Cemaden está vinculado, a consolidação dos dados reforça a importância de investimentos em ciência e tecnologia, monitoramento contínuo e integração entre pesquisa e gestão pública como forma de antecipar riscos e reduzir vulnerabilidades.

A íntegra do relatório de 44 páginas está disponível no site do Cemaden.

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