Mais de 80 pinguins encontrados mortos em praia do Norte de SC: o que pode ter causado a tragédia

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Por: Mayara Leite – Redatora Seo On

Últimas notícias – Um cenário triste marcou a Praia do Ervino, em São Francisco do Sul, no Norte de Santa Catarina, nesta segunda-feira (18). Mais de 80 pinguins-de-magalhães foram encontrados mortos na faixa de areia, em um episódio que reforça a vulnerabilidade da espécie durante o período de migração.

Os animais foram recolhidos por equipes do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que há anos acompanha encalhes de animais marinhos na região.

A longa jornada dos pinguins

Os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) vivem em colônias na Patagônia argentina. Todos os anos, entre o outono e o inverno, eles migram em direção ao Norte, passando pelo Uruguai e chegando ao litoral do Sul e Sudeste do Brasil.

O objetivo dessa viagem é encontrar alimento e águas mais amenas. No entanto, muitos dos que chegam à costa brasileira são jovens e inexperientes, o que aumenta as dificuldades enfrentadas durante o trajeto.

Causas das mortes

Segundo a coordenadora do PMP-BS da Univille, Jenyffer Vierheller Vieira, a maior parte dos pinguins já encalha sem vida. Outros chegam debilitados, apresentando sinais de fraqueza, magreza extrema e hipotermia.

Além dos desafios naturais, a ação humana também pesa nesse cenário. Muitos pinguins acabam morrendo afogados em redes de pesca. Exames realizados em aves encalhadas confirmam essa causa recorrente de mortalidade.

“Esse é um dado alarmante. É fundamental denunciar redes de pesca irregulares aos órgãos responsáveis para reduzir esse tipo de situação”, destacou Vieira.

Veja também: Elefante-marinho é visto descansando em praia de Santa Catarina

Monitoramento constante

Em 2025, apenas na região Norte de SC, o PMP-BS já registrou 608 pinguins encalhados. Desse total, 33 foram resgatados vivos e apenas nove sobreviveram após receber cuidados no Centro de Reabilitação de Fauna da Univille, em São Francisco do Sul.

O projeto é executado pela Universidade da Região de Joinville (Univille) e monitora diariamente praias de Itapoá, São Francisco do Sul, Balneário Barra do Sul e parte de Araquari. Ele existe há quase 10 anos e integra o licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama, relacionado às atividades da Petrobras na Bacia de Santos.

Um alerta para o futuro

A morte em massa desses pinguins chama atenção para a necessidade de maior conscientização sobre a preservação da fauna marinha. A cada temporada, episódios semelhantes se repetem, reforçando o desafio de equilibrar atividades humanas e a sobrevivência de espécies migratórias.

Fonte: Portal G1

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