Vacinação na gestação protege mãe e bebê desde o início

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A vacinação na gestação protege mãe e bebê ao mesmo tempo: durante a gravidez, o corpo passa por mudanças no sistema imunológico que aumentam a vulnerabilidade a infecções e complicações, e a imunização ajuda a reduzir esse risco, além de levar anticorpos ao feto pela placenta, segundo a Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

A gestação é um período de transformações profundas. Essas alterações naturais podem interferir no curso saudável do pré-natal e levar à internação. Por isso, a vacina não deve ser vista como um item burocrático do calendário, mas como uma estratégia de proteção dupla.

O bebê nasce com uma defesa que vem da mãe

Quando a gestante se vacina, ela diminui a chance de adoecer de forma grave e favorece a transferência de anticorpos para o feto pela placenta. Essa proteção passiva funciona como primeira defesa para o recém-nascido nas semanas iniciais e nos primeiros meses de vida.

A coqueluche mostra bem essa janela de risco. O recém-nascido é especialmente vulnerável antes das doses pediátricas, e a imunização materna com a vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular tipo adulto) durante a gestação ajuda a reduzir drasticamente a chance de quadros graves logo no começo da vida.

Gripe, VSR e COVID-19 seguem no radar

A influenza também pede atenção porque, na gravidez, a gripe pode trazer piora respiratória e maior probabilidade de complicações, como trabalho de parto prematuro. A vacina inativada é considerada segura e essencial para proteger a gestante e contribuir para reduzir casos no bebê nos primeiros meses.

Nos últimos anos, a proteção contra vírus respiratórios ganhou ainda mais relevância para os lactentes. A bronquiolite por vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas de atendimento e internação em bebês em todo o mundo, e a vacinação materna específica contra o VSR surge como um marco recente na medicina para diminuir o risco de formas graves no período mais vulnerável da criança.

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A COVID-19 também segue no radar clínico, já que gestantes e puérperas podem apresentar evolução pior do que a população geral. Manter a vacinação atualizada é uma medida objetiva de proteção coletiva.

Depois do parto, ainda há tempo de completar o cuidado

No pós-parto, a vacina continua fazendo parte do cuidado. Se alguma dose recomendada não foi aplicada durante a gestação, este é o momento de atualizar a carteira. A amamentação soma-se a esse processo ao oferecer fatores de defesa que complementam a proteção do bebê.

Em saúde materno-infantil, poucas medidas têm impacto tão consistente quanto vacinar. O essencial é que a gestante receba orientação clara no pré-natal, entenda as indicações e tome decisões com acompanhamento profissional. Vacinar na gestação amplia a segurança da mãe e dá ao bebê uma proteção precoce quando ela mais faz falta. As informações são da CNN Brasil.

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