Três doenças dos olhos podem causar perda irreversível da visão; conheça os sinais

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Algumas doenças dos olhos podem evoluir silenciosamente e provocar danos permanentes à visão. Entre elas estão o glaucoma, a retinopatia diabética e a neuropatia óptica isquêmica anterior (NOIA), condições que exigem acompanhamento oftalmológico para reduzir o risco de complicações.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo apresentam algum grau de deficiência visual para perto ou para longe. Desse total, pelo menos 1 bilhão de casos poderiam ter sido prevenidos ou ainda não receberam o tratamento necessário.

Embora nem todas as doenças oculares possam ser evitadas, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a preservar a visão. Isso é especialmente importante porque determinadas alterações podem se desenvolver antes que o paciente perceba qualquer dificuldade para enxergar.

Quais doenças dos olhos podem causar perda da visão?

O glaucoma é uma doença que provoca danos progressivos ao nervo óptico, responsável por transmitir as informações visuais ao cérebro. Em muitos casos, a condição não apresenta sintomas nas fases iniciais.

Sem acompanhamento, o glaucoma pode comprometer o campo visual e causar perda irreversível da visão.

Já a retinopatia diabética afeta os vasos sanguíneos da retina e está associada ao diabetes. A doença pode provocar alterações visuais e, em situações mais avançadas, levar à perda importante da capacidade de enxergar.

A neuropatia óptica isquêmica anterior, conhecida pela sigla NOIA, ocorre quando há comprometimento da circulação sanguínea que abastece parte do nervo óptico. Diferentemente do glaucoma, essa condição costuma provocar perda visual súbita, geralmente sem dor.

Quem tem maior risco de desenvolver essas doenças?

De acordo com o oftalmologista Antônio Sardinha, do Hospital dos Olhos de Cuiabá (HOC), alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver determinadas doenças oculares.

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No caso do glaucoma, o risco é maior entre pessoas com mais de 40 anos, histórico familiar da doença, ascendência africana, miopia elevada e uso prolongado de medicamentos com corticoides. Traumas oculares também podem contribuir para o desenvolvimento da condição.

Para a retinopatia diabética, os principais fatores de risco incluem maior tempo de convivência com o diabetes, dificuldade no controle da glicemia, hipertensão, colesterol elevado, doença renal e tabagismo.

Na neuropatia óptica isquêmica anterior, o especialista destaca condições como hipertensão, diabetes, apneia do sono e determinadas características anatômicas do nervo óptico.

Quais sinais nos olhos exigem atenção?

Nem sempre as doenças que ameaçam a visão provocam sintomas perceptíveis no início. Por isso, esperar o aparecimento de desconforto pode atrasar o diagnóstico.

Entre os sinais que merecem avaliação estão manchas ou sombras no campo visual, redução da capacidade de enxergar e alterações persistentes na visão.

A perda súbita da visão, mesmo que parcial e sem dor, exige atendimento médico imediato, pois pode estar relacionada a condições que precisam de investigação urgente.

Dor ocular intensa, principalmente quando acompanhada de vermelhidão, náuseas ou visão embaçada, também deve ser avaliada com urgência.

Coçar os olhos e sentir desconforto não significa, por si só, que a pessoa tenha glaucoma ou outra doença do nervo óptico. Esses sintomas podem ocorrer por diferentes motivos e precisam ser investigados quando são frequentes ou persistentes.

Como prevenir a perda da visão?

O acompanhamento oftalmológico é uma das principais medidas para identificar alterações antes que provoquem danos importantes.

Antônio Sardinha recomenda atenção especial às consultas de rotina a partir dos 40 anos, sobretudo entre pessoas que apresentam fatores de risco ou histórico familiar de doenças oculares.

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Para pacientes com diabetes, o acompanhamento da retina é fundamental.

“Quem tem diabetes tipo 2 deve fazer o exame de fundo de olho já no diagnóstico e repeti-lo pelo menos uma vez por ano. No tipo 1, o acompanhamento começa cerca de cinco anos após o diagnóstico”, orienta o especialista.

O médico também destaca a importância de controlar a glicemia, a pressão arterial e o colesterol, além de evitar o tabagismo e tratar a apneia do sono quando presente.

Outro cuidado é não utilizar colírios por conta própria, especialmente aqueles que contêm corticoides.

Tratamento pode recuperar a visão perdida?

O tratamento depende da doença diagnosticada e do estágio em que ela se encontra.

No glaucoma, colírios, procedimentos a laser e cirurgias podem ser utilizados para controlar a pressão intraocular e reduzir a progressão dos danos.

Na retinopatia diabética, o tratamento pode incluir controle das condições metabólicas, aplicações intraoculares e procedimentos a laser, conforme a avaliação médica.

Já a neuropatia óptica isquêmica anterior exige investigação especializada para identificar a causa e orientar o acompanhamento. As possibilidades de recuperação variam de acordo com o tipo de neuropatia e a gravidade do comprometimento.

A oftalmologista Nubia Vanessa Lima, do CBV – Hospital de Olhos, ressalta que as consultas periódicas ajudam a identificar doenças mesmo quando não existem sintomas.

“A consulta oftalmológica é uma das principais medidas para prevenir complicações, detectar doenças precocemente e acompanhar a saúde ocular, mesmo quando não há sintomas”, explica.

Embora alguns tratamentos possam melhorar determinadas alterações visuais, danos permanentes ao nervo óptico nem sempre podem ser revertidos. Por isso, identificar a doença antes que ela avance continua sendo uma das principais formas de proteger a visão.

Fonte: CNN

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