quarta-feira, 11 março, 2026

SUS inaugura primeiro centro de formação em cirurgia robótica para câncer

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O Sistema Único de Saúde deu um passo histórico na medicina de precisão com a inauguração do primeiro Centro de Treinamento e Pesquisa em Robótica. Localizado no Instituto Nacional de Câncer (INCA) no Rio de Janeiro, o centro formará 14 especialistas por ano com dupla titulação em suas áreas médicas e cirurgia robótica.

A iniciativa amplia o pioneirismo do INCA, que realiza cirurgias robóticas desde 2012 no SUS, com mais de 2 mil procedimentos realizados. A tecnologia permite movimentos mais precisos e reduz tempo de recuperação dos pacientes.

Como a cirurgia robótica beneficia pacientes do SUS

As cirurgias robóticas são minimamente invasivas e oferecem vantagens significativas. Elas ampliam em até dez vezes o campo visual do cirurgião e permitem movimentos com precisão milimétrica. Consequentemente, os pacientes experimentam menos dor, menor risco de complicações e recuperação mais rápida.

Um dos principais usos no tratamento oncológico é a prostatectomia robótica, recentemente incorporada ao SUS. O procedimento remove parcial ou totalmente a próstata com maior precisão, preservando estruturas adjacentes.

Capacitação nacional e tecnologia de ponta

Segundo Roberto Gil, diretor-geral do INCA, o centro permitirá capacitar médicos em todo o território nacional. “Antigamente, você tinha que ir para o exterior. Agora podemos disseminar esse procedimento com médicos certificados por todo o Brasil”, afirmou.

O centro conta com o robô Da Vinci XI, equipamento de última geração com três consoles cirúrgicos e simulador de realidade virtual. A instalação exigiu adaptações no edifício, incluindo o içamento do equipamento até o andar de instalação.

Pesquisas em câncer de próstata

Durante a inauguração, o INCA apresentou dois projetos de pesquisa focados na detecção precoce do câncer de próstata, que registra quase 72 mil novos casos anuais no Brasil:

  • Pesquisa genética somática: Analisará amostras de 980 pacientes por três anos em busca de marcadores moleculares
  • Sequenciamento genético completo: Estudará cerca de 3 mil pacientes para identificar mutações relacionadas ao câncer
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As pesquisas buscam desenvolver medicina de precisão para melhorar o rastreamento, diagnóstico e tratamento da doença. O objetivo é oferecer tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes através do SUS.

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