SUS amplia mamografia e tratamento do câncer de mama

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o acesso à mamografia e ao tratamento do câncer de mama em 2025, com 4,4 milhões de exames na rede pública, 63,6 mil cirurgias relacionadas à doença e reforço da rede de atendimento ao longo do Outubro Rosa, segundo o Ministério da Saúde.

Mamografia no SUS ganha mais espaço

O volume de mamografias feitas pela rede pública cresceu quase 30% em cinco anos. No mesmo ano, as cirurgias ligadas ao câncer de mama avançaram 13,7% em relação a 2023. Entre os destaques do período, a reconstrução mamária passou à frente das mastectomias.

Ao longo do Outubro Rosa, a orientação é reforçar os cuidados com a saúde e informar sobre os serviços disponíveis gratuitamente. O atendimento começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde há acolhimento, orientação para reduzir fatores de risco, avaliação de alterações nas mamas e encaminhamento para exames e serviços especializados quando necessário.

A mamografia é o principal exame para identificar alterações muito pequenas nas mamas que não aparecem no exame clínico e para detectar o câncer de mama antes mesmo dos sinais. Quanto mais cedo a doença é descoberta, maiores são as chances de um tratamento bem-sucedido.

Mulheres de qualquer idade podem fazer mamografia pelo SUS quando houver indicação médica. Já as mulheres de 40 a 74 anos podem realizar o exame mesmo sem sinais ou sintomas. Essa faixa foi ampliada em 2025; antes, ia de 50 a 69 anos.

Para saber quando fazer o exame e como acessar o serviço, a mulher deve procurar a UBS de referência. O histórico pessoal e familiar também precisa ser informado à equipe, que avalia se há necessidade de acompanhamento individualizado.

Da prevenção ao diagnóstico

A prevenção inclui atividade física, peso adequado e evitar bebidas alcoólicas. A amamentação também entra como fator de proteção. Esses cuidados não eliminam totalmente o risco e precisam andar junto com a atenção às mudanças nas mamas e com o acompanhamento de saúde.

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Entre os sinais que exigem avaliação estão caroços na mama ou na axila, mudanças no formato do mamilo, saída espontânea de líquido pelo mamilo e alterações persistentes na pele, como vermelhidão, feridas ou aumento progressivo da mama com pele com aspecto de “casca de laranja”. Ao notar qualquer alteração, a orientação é procurar uma UBS sem esperar pela próxima mamografia de rotina.

A incidência de câncer de mama aumenta com a idade, e a maior parte dos casos ocorre a partir dos 50 anos. Nessa faixa etária, foram feitas 2,66 milhões de mamografias de rastreamento em 2025, o equivalente a 65% do total e o maior número da série histórica. O rastreamento é voltado para mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos. Entre as mulheres de 41 a 49 anos, o número de mamografias realizadas no SUS subiu 25,3% no período.

Para ampliar o acesso, o governo usa as carretas da Saúde da Mulher, unidades móveis do programa Agora Tem Especialistas que levam consultas e exames a regiões com mais dificuldade para chegar à atenção especializada. Elas oferecem mamografias, ultrassonografias, biópsias e consultas conforme a estrutura e a programação. Mais de 189 mil mulheres foram atendidas em todas as unidades da Federação, e 53 municípios zeraram a fila de mamografias.

Desde 2023, foram destinados R$ 409 milhões a equipamentos para diagnóstico e tratamento do câncer. A oferta também foi reforçada com atualização dos valores pagos por procedimentos especializados, que podem chegar a três vezes os valores anteriormente previstos, conforme o procedimento.

Quando a avaliação clínica ou os exames de imagem apontam uma alteração suspeita, pode ser necessária uma biópsia. O procedimento retira uma amostra de tecido para análise e ajuda a confirmar o diagnóstico e identificar características do tumor que orientam o tratamento.

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A parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o A.C.Camargo Cancer Center estruturou o Super Centro Brasil de Diagnóstico para o Câncer. A rede usa telemedicina na análise das amostras de tecido e tem capacidade prevista para mil laudos por dia e 400 mil exames por ano. A meta é reduzir o tempo médio de diagnóstico de 25 para cinco dias.

Pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), também foram destinados R$ 26,16 milhões a equipamentos para biópsias guiadas por imagem, que aumentam a precisão na coleta das amostras.

Tratamento também avançou

O SUS oferece cirurgia, radioterapia e tratamentos com medicamentos. A indicação depende do tipo de tumor, do estágio da doença e das condições clínicas de cada paciente. As modalidades podem ser usadas isoladamente ou em combinação, conforme a avaliação da equipe especializada.

Até dezembro, o SUS vai ofertar gratuitamente 23 novos medicamentos oncológicos de alta tecnologia. Também foi incorporado um teste genético de alta precisão capaz de identificar mutações hereditárias ligadas à doença.

O número total de cirurgias relacionadas ao câncer de mama chegou a 63,6 mil em 2025, alta de 13,7% em relação a 2023. No ano passado, o SUS fez 19,4 mil cirurgias de reconstrução mamária, acima das mastectomias, que somaram 18,3 mil procedimentos. A rede tem 176 hospitais habilitados de alta complexidade em oncologia.

O valor de referência pago por reconstrução passou de R$ 700 para R$ 4,5 mil, com investimentos totais de R$ 40,2 milhões. A oferta do procedimento cobre casos de retirada mamária total ou parcial.

No mesmo período, os procedimentos de radioterapia subiram 15%, passando de 164,7 mil para 189,9 mil. Os procedimentos de quimioterapia também cresceram 15%, indo de 4,1 milhões para 4,7 milhões.

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A UBS é a principal porta de entrada para o atendimento. O cuidado com a saúde deve continuar durante todo o ano, mesmo após o Outubro Rosa. As informações são da Agência Gov.

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