sexta-feira, 29 maio, 2026

Novo exame de HPV no SUS amplia prevenção e fortalece combate ao câncer de colo do útero

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O Ministério da Saúde iniciou a implantação do novo exame de HPV no SUS, um teste molecular de DNA que substitui o tradicional Papanicolau no rastreamento do câncer de colo do útero. Já disponível em 12 estados brasileiros, a tecnologia representa um avanço para a saúde da mulher, com diagnósticos mais rápidos e precisos.

Como funciona o exame de DNA-HPV

O teste DNA-HPV identifica 14 tipos do papilomavírus humano, principal causador do câncer de colo do útero. A coleta é semelhante à do Papanicolau, mas a análise é feita a partir do DNA viral, aumentando a sensibilidade do diagnóstico.

Estudos apontam que o exame pode detectar alterações até 10 anos antes do surgimento de lesões visíveis em lâmina, garantindo mais chances de cura com o tratamento precoce.

Principais diferenças em relação ao Papanicolau

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a infraestrutura de testes criada durante a pandemia está sendo aproveitada para o diagnóstico do HPV. Isso deve reduzir o tempo de espera e acelerar o início do tratamento.

  • Intervalo maior: repetição a cada 5 anos, contra 3 do Papanicolau;
  • Redução de exames repetidos: a mesma amostra pode ser reutilizada;
  • Mais eficiência: evita procedimentos desnecessários.

Onde o exame já está disponível?

O teste começou a ser oferecido em Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. A meta é que até dezembro de 2026 o exame esteja acessível em todo o país, beneficiando cerca de 7 milhões de mulheres por ano.

Público-alvo

Podem realizar o exame pelo SUS:

  • Mulheres cisgênero de 25 a 64 anos;
  • Homens trans, pessoas não binárias, de gênero fluido e intersexuais com sistema reprodutivo feminino.

O acesso é feito por meio de consulta ginecológica regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

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Impacto para a saúde pública

Com apoio do INCA, Fiocruz e Hospital Israelita Albert Einstein, a iniciativa deve modernizar o rastreamento oncológico no Brasil. O governo também ampliou recentemente o tratamento do câncer de mama pelo SUS, reforçando os investimentos em políticas de prevenção e cuidado oncológico.

Vacina contra o HPV continua essencial

Mesmo com o novo exame, a vacina contra o HPV segue como principal forma de prevenção. Disponível gratuitamente no SUS, é aplicada em dose única em meninas de 9 a 14 anos, meninos de 11 a 14 e em grupos específicos até 45 anos, como imunossuprimidos.

A combinação da vacinação em massa com o rastreamento via DNA-HPV deve acelerar a redução de casos de câncer de colo do útero no Brasil.

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