Mais de 37 mil brasileiros aguardam transplante de córnea; fila cresce 24%

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A fila por um transplante de córnea reúne atualmente 37.719 brasileiros, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). O número representa um crescimento de aproximadamente 24% em relação a dezembro de 2025, quando 32.639 pacientes aguardavam pelo procedimento no país.

A córnea é o tecido transparente localizado na parte da frente do olho e desempenha papel fundamental na entrada e focalização da luz. Quando perde sua transparência ou sofre alterações estruturais graves, a visão pode ficar seriamente comprometida.

Nessas situações, dependendo da doença e de sua evolução, o transplante de córnea pode ser indicado para recuperar a função visual e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Quando o transplante de córnea é necessário

O procedimento é considerado quando a córnea deixa de desempenhar adequadamente sua função e outras formas de tratamento já não são suficientes para recuperar a visão.

Entre as condições que podem levar à necessidade de transplante estão o ceratocone em estágio avançado, ceratopatia bolhosa, distrofia de Fuchs, além de opacidades provocadas por infecções, traumas ou condições congênitas.

A indicação, entretanto, depende da avaliação oftalmológica e das características de cada caso.

O transplante substitui o tecido comprometido por uma córnea proveniente de um doador. A finalidade é restaurar a transparência ou a estrutura da córnea e, consequentemente, proporcionar melhores condições para a recuperação da visão.

Alguns pacientes têm prioridade na fila

Embora milhares de pessoas estejam aguardando pelo transplante, determinadas situações clínicas recebem tratamento prioritário.

Pacientes que apresentam perfuração da córnea ou infecções graves que não respondem ao tratamento medicamentoso podem avançar na fila devido ao caráter de urgência do quadro.

Crianças menores de sete anos que apresentam opacidade bilateral também estão entre os casos que podem receber prioridade.

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O oftalmologista Dr. Luiz Brito, chefe do Setor de Córnea do H.Olhos, explica que a indicação do procedimento nessas situações está relacionada à necessidade de enfrentar o risco imediato apresentado pelo quadro.

Doação de córneas pode devolver a visão

Diferentemente de muitos órgãos utilizados em transplantes, a córnea é um tecido ocular. A doação permite que o material seja destinado a pacientes que apresentam doenças capazes de comprometer severamente a visão.

O aumento da fila chama atenção para a quantidade de brasileiros que dependem desse tipo de procedimento.

De dezembro de 2025 até os dados mais recentes apresentados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a quantidade de pessoas aguardando passou de 32.639 para 37.719 pacientes.

Isso representa mais de 5 mil pessoas adicionais na fila em menos de um ano.

Para quem enfrenta doenças graves da córnea, o transplante pode representar a possibilidade de recuperar a capacidade visual e retomar atividades que foram prejudicadas pela perda da visão.

Fonte: CNN

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