Herpes-zóster cresce entre jovens e adultos abaixo de 50 anos

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Resumo

Cientistas alertam para o aumento de herpes-zóster em jovens e adultos abaixo de 50 anos. Dados usados pelo CDC mostram cerca de quatro a cinco casos por 1.000 pessoas entre 40 e 49 anos por ano. A doença vem da reativação do vírus varicela-zóster, favorecida por queda da imunidade.

O herpes-zóster aparece quando o vírus varicela-zóster, que fica adormecido no corpo depois da catapora ou da vacinação na infância, volta a agir. Em adultos mais jovens, o quadro costuma se ligar a doenças crônicas, imunossupressão, estresse prolongado, privação de sono e sobrecarga física ou emocional.

O vírus fica quieto até a defesa cair

Após o contato inicial na infância — pela infecção natural ou pela vacinação —, o vírus permanece latente nos gânglios do sistema nervoso. Quando ocorre uma redução da imunidade celular, ele pode ser reativado e se manifestar como herpes-zóster.

Estudos epidemiológicos usados pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam que cerca de quatro a cinco em cada 1.000 pessoas entre 40 e 49 anos desenvolvem a doença anualmente. Diferentemente do que ocorre na população acima dos 50 anos, em que o risco aumenta principalmente com o envelhecimento do sistema imunológico, nos adultos mais jovens o surgimento costuma estar ligado a fatores que comprometem a resposta imunológica.

Esses fatores incluem algumas doenças crônicas, condições de imunossupressão e, possivelmente, situações de estresse prolongado, privação de sono e sobrecarga física ou emocional. Eles podem reduzir a capacidade do organismo de manter o vírus em estado latente.

O sinal começa antes da pele mudar

Thiago Zinsly, médico infectologista da rede credenciada da Care Plus, disse que o avanço dos casos entre jovens adultos já era documentado antes da pandemia de covid-19, mas que o cenário atual intensificou os gatilhos associados ao risco. “Hoje vemos uma população mais exposta a níveis elevados de desgaste emocional, condições que podem favorecer a reativação viral”, afirmou.

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Um dos principais desafios é reconhecer cedo a doença. Como ela é associada ao envelhecimento, os primeiros sinais podem ser confundidos com dores musculares, desconfortos ligados ao estresse ou reações alérgicas na pele. Essa dor geralmente surge de dois a cinco dias antes do aparecimento das lesões cutâneas características.

Depois disso, podem aparecer áreas vermelhas e pequenas bolhas agrupadas, distribuídas ao longo do trajeto de um nervo e limitadas a um lado do corpo.

No campo da prevenção, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda a vacina contra o herpes-zóster prioritariamente para pessoas a partir dos 50 anos. O imunizante também é indicado para adultos imunocomprometidos a partir dos 18 anos. Além da vacinação, manter hábitos de vida saudáveis ajuda no bom funcionamento do sistema imunológico e na saúde geral.

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