terça-feira, 12 maio, 2026

Estudo liga atividade física a maior sobrevida em pacientes com câncer

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Pacientes com câncer que mantêm uma rotina de atividade física antes ou depois do diagnóstico apresentam menor risco de morte pela doença, segundo um estudo publicado em fevereiro no periódico científico JAMA Network. A pesquisa analisou mais de 17 mil sobreviventes de diferentes tipos de tumor e identificou um padrão consistente: quanto maior o nível de exercícios, maior a associação com aumento da sobrevida.

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, os pesquisadores reuniram dados de seis estudos internacionais de longo prazo envolvendo pacientes com câncer de bexiga, pulmão, rim, ovário, endométrio, boca e reto. O levantamento comparou a prática de atividade física antes do diagnóstico e cerca de três anos depois da descoberta da doença.

Mesmo após ajustes para fatores como idade, tabagismo, sexo e estágio do câncer, os resultados permaneceram semelhantes. Pessoas fisicamente ativas morreram menos em decorrência da doença do que pacientes sedentários.

A oncologista Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital Israelita, afirmou que os resultados reforçam a importância de discutir atividade física dentro do próprio tratamento oncológico. Segundo ela, os benefícios apareceram inclusive em tipos de câncer que ainda tinham poucas evidências mais sólidas sobre o tema, como pulmão, bexiga, ovário e endométrio.

Benefício aparece até após o diagnóstico

Um dos dados que mais chamaram atenção dos pesquisadores envolve pacientes sedentários que começaram a se exercitar apenas depois de descobrir o câncer. Ainda assim, houve redução relevante no risco de morte, especialmente nos casos de câncer de pulmão e reto.

Para a médica, isso desmonta a ideia de que somente quem sempre praticou exercícios consegue colher benefícios. “Muitos acham que, se não começaram antes, não vale mais a pena. Mas os resultados mostram o contrário”, afirmou à CNN Brasil.

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Os efeitos, porém, variam conforme o tipo de tumor. Em alguns cânceres, como os de pulmão e ovário, o impacto positivo apareceu de forma mais consistente. Em outros, como reto e cavidade oral, os ganhos foram maiores entre pacientes que mantiveram níveis elevados de atividade física ao longo do tempo.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde recomendar ao menos 150 minutos semanais de atividade moderada ou intensa, o estudo sugere que até pequenas quantidades já podem fazer diferença. Sair da inatividade, segundo os autores, parece ser o principal ponto.

A pesquisa avaliou principalmente atividades aeróbicas, como caminhada, bicicleta e exercícios leves. A recomendação dos especialistas é começar de forma gradual, respeitando os limites do paciente e as condições clínicas durante o tratamento.

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