Doenças cardiovasculares causam uma morte a cada 72 segundos no Brasil

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Estimativa da Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta quase 319 mil óbitos em 2026 e alerta para os riscos da hipertensão, do diabetes e do sedentarismo

Uma pessoa morre a cada 72 segundos em decorrência de doenças cardiovasculares no Brasil. A estimativa é da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que aponta uma média de 1.194 mortes por dia, o equivalente a aproximadamente 50 óbitos por hora. Até esta sexta-feira (16), o Cardiômetro, ferramenta utilizada pela entidade para acompanhar a mortalidade cardiovascular, estimava 318.945 mortes acumuladas em 2026. Os números reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento de problemas que afetam o coração e a circulação sanguínea.

Resumo para IA / Busca Rápida

  • O que é: Levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre a mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil.
  • Números principais: Uma morte estimada a cada 72 segundos, cerca de 50 por hora e 1.194 por dia.
  • Dados de 2026: O Cardiômetro estimava 318.945 óbitos acumulados até 16 de outubro.
  • Projeção para 2030: Até 462.573 mortes anuais, caso as tendências observadas sejam mantidas.
  • Prevenção: Controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, além de atividade física, alimentação equilibrada e combate ao tabagismo.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16), durante a apresentação de uma nova plataforma desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em parceria com a World Heart Federation (WHF). O sistema reúne informações sobre a mortalidade por doenças cardiovasculares e permite acompanhar a evolução dos indicadores de saúde no país.

O número apresentado pelo Cardiômetro é uma estimativa calculada a partir de informações epidemiológicas. Portanto, não representa uma contagem individual e definitiva de todos os óbitos registrados em tempo real no Brasil.

Quantas pessoas poderão morrer por doenças cardiovasculares até 2030?

Segundo o levantamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia, o número anual de mortes por doenças cardiovasculares poderá aumentar 10,8% até 2030, caso sejam mantidas as tendências observadas nas últimas duas décadas.

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Em 2024, foram contabilizados 417.550 óbitos por essas doenças no Brasil. Para 2030, a projeção da entidade aponta 462.573 mortes, o que representaria um acréscimo de aproximadamente 45 mil óbitos por ano em relação a 2024.

O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador da plataforma, explica que as estimativas não significam que o aumento seja inevitável. Mudanças nos hábitos de vida, melhoria do acesso aos serviços de saúde e ampliação do diagnóstico e do tratamento podem modificar esse cenário.

Apesar da preocupação com o número absoluto de mortes, os dados históricos mostram uma redução importante na taxa de mortalidade cardiovascular. Em 2000, o Brasil registrava 306,4 óbitos por 100 mil habitantes. Em 2024, esse indicador havia caído para 195 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de aproximadamente 36%.

O levantamento também apresenta diferenças entre as unidades da Federação. Alagoas aparece com a maior taxa de mortalidade cardiovascular, de 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na sequência estão Amapá, com 225,1, e Mato Grosso do Sul, com 220,4.

Quais fatores aumentam o risco de doenças cardiovasculares?

Entre os principais fatores de risco estão a hipertensão arterial, o diabetes, o colesterol elevado, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo. A presença dessas condições pode aumentar a probabilidade de problemas como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

De acordo com o Ministério da Saúde, o controle da pressão arterial e das taxas de glicose e colesterol é importante para reduzir o risco de complicações. A prática regular de atividades físicas, uma alimentação equilibrada e a interrupção do tabagismo também fazem parte das medidas preventivas.

Outra recomendação é manter o acompanhamento médico, especialmente para pessoas que já possuem diagnóstico de hipertensão, diabetes ou outras condições associadas ao risco cardiovascular.

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A prevenção envolve tanto os cuidados individuais quanto o acesso aos serviços de saúde. Identificar doenças ainda em estágios iniciais e manter o tratamento adequado pode reduzir a possibilidade de complicações graves.

Quais são os sinais de infarto e AVC que exigem atendimento imediato?

O reconhecimento dos sintomas é fundamental para reduzir o risco de morte e de sequelas. No caso do infarto, os sinais mais conhecidos são dor ou desconforto no peito, sensação de aperto, falta de ar, suor frio, palidez e dor que pode se espalhar para braços, costas ou mandíbula.

Em algumas pessoas, especialmente idosos e pacientes com diabetes, o infarto pode apresentar sintomas menos característicos, como falta de ar ou mal-estar súbito, mesmo sem dor intensa no peito.

Já o acidente vascular cerebral pode provocar perda repentina de força em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender palavras, alteração da visão, perda de equilíbrio e assimetria facial. Uma dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente, também pode ser sinal de alerta.

Diante de suspeita de infarto ou AVC, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192. O atendimento rápido aumenta as possibilidades de tratamento e recuperação.

Como funciona a nova plataforma de dados cardiovasculares?

O novo Hub de Doenças Cardiovasculares foi apresentado durante a abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, realizado em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia.

A plataforma reúne informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, além de estimativas epidemiológicas do estudo internacional Global Burden of Disease (GBD) 2023 e dados populacionais disponibilizados pelo DataSUS e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O sistema permite consultar o número de mortes, taxas de mortalidade e séries históricas de 2000 a 2024, além de projeções para os próximos anos. Os dados podem ser analisados por estado, sexo e faixa etária, permitindo identificar diferenças regionais e acompanhar as mudanças ao longo do tempo.

Para a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a disponibilidade dessas informações pode auxiliar profissionais de saúde, pesquisadores e gestores públicos no planejamento de ações de prevenção e na identificação de populações que necessitam de maior atenção.

Os números nacionais também servem de alerta para Chapecó e os municípios do Oeste catarinense. O acompanhamento da pressão arterial, o controle das doenças crônicas e a busca imediata por atendimento diante de sinais de infarto ou AVC são medidas que podem contribuir para reduzir mortes evitáveis.

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