Doença renal pode avançar em silêncio e dar sinais que costumam ser ignorados

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Alterações na urina, inchaço, cansaço e pressão alta podem indicar problemas nos rins, mas muitas vezes aparecem apenas quando a doença já está avançada

Os rins desempenham funções essenciais para o organismo, como filtrar o sangue, eliminar substâncias que não são necessárias ao corpo e ajudar a controlar o equilíbrio de líquidos, sais minerais e a pressão arterial. Apesar disso, doenças que comprometem esses órgãos podem evoluir durante anos sem provocar sintomas claros.

A doença renal crônica é considerada uma condição silenciosa justamente porque, nas fases iniciais, muitas pessoas não sentem dor ou percebem alterações importantes. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença costuma ter evolução assintomática durante boa parte do tempo, o que pode fazer com que o diagnóstico seja realizado apenas em estágios mais avançados.

A ausência de dor, portanto, não significa necessariamente que os rins estejam funcionando normalmente. Diferentemente dos cálculos renais e de algumas infecções, que podem provocar dores intensas, a perda progressiva da função renal geralmente não causa esse tipo de manifestação.

Sinais que podem passar despercebidos

Quando aparecem, os primeiros sinais podem ser discretos e facilmente confundidos com situações comuns do cotidiano. Entre eles estão alterações persistentes na urina, inchaço nos pés, tornozelos ou ao redor dos olhos, cansaço frequente e pressão arterial elevada.

A presença de espuma persistente na urina também merece atenção, pois pode estar relacionada à eliminação de proteínas, uma alteração que pode indicar lesão nos rins. Mudanças na frequência das idas ao banheiro, principalmente a necessidade de urinar várias vezes durante a noite, também podem ocorrer.

Em fases mais avançadas, outros sintomas podem aparecer, como perda de apetite, náuseas, coceira, fraqueza e alterações mais importantes na quantidade de urina. Esses sinais, porém, não são exclusivos das doenças renais e precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

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Diabetes e pressão alta exigem atenção

Algumas pessoas apresentam risco maior de desenvolver doença renal e precisam de acompanhamento mesmo quando não apresentam sintomas.

Entre os principais fatores estão a hipertensão arterial, o diabetes, a obesidade, o tabagismo, alterações cardiovasculares e o histórico familiar de doença renal. O Ministério da Saúde destaca especialmente diabetes e hipertensão entre os principais fatores relacionados ao desenvolvimento e à progressão da doença renal crônica.

Por isso, pessoas com essas condições devem manter acompanhamento médico regular e realizar os exames indicados. O controle adequado da pressão arterial e da glicemia é uma das principais medidas para reduzir o risco de perda progressiva da função dos rins.

Exames ajudam a identificar o problema

Como a doença renal pode não apresentar sintomas no início, os exames laboratoriais têm papel importante na identificação precoce.

A dosagem de creatinina no sangue permite estimar a taxa de filtração glomerular, um dos principais indicadores utilizados para avaliar a função dos rins. O exame de urina também pode identificar alterações como a presença de proteínas e sangue.

Para pessoas com diabetes ou hipertensão arterial, as orientações do Ministério da Saúde indicam acompanhamento periódico, incluindo avaliação da creatinina e da presença de albumina na urina.

A identificação precoce é importante porque permite controlar fatores que podem acelerar a perda da função renal. Em muitos casos, medidas de prevenção e tratamento podem retardar a progressão da doença.

Quando procurar avaliação

Alterações persistentes na urina, inchaço sem causa conhecida, pressão alta de difícil controle, cansaço frequente ou outros sintomas compatíveis com problemas renais devem ser investigados.

É importante não esperar o surgimento de dor para procurar atendimento. A doença renal crônica frequentemente não provoca dor nas fases iniciais e pode permanecer silenciosa por bastante tempo.

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O acompanhamento médico e a realização dos exames indicados são fundamentais principalmente para pessoas que fazem parte dos grupos de risco. O diagnóstico precoce pode permitir intervenções antes que a perda da função renal se torne mais grave.

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