Campanha busca ampliar proteção contra VSR em gestantes e bebês

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Iniciativa “Todos contra o VSR – Proteção desde o Início” visa conscientizar sobre vacinação e uso de anticorpos monoclonais. VSR é responsável por 80% das bronquiolites em crianças menores de 2 anos.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) lançou a campanha “Todos contra o VSR – Proteção desde o Início”. O objetivo é ampliar o conhecimento de gestantes e da população sobre a importância da imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR), bem como fortalecer o conhecimento dos profissionais da saúde a respeito do tema. O VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e até 60% das pneumonias em menores de dois anos.

  • O que é: Campanha da SBIm para ampliar vacinação e uso de anticorpos monoclonais contra o VSR.
  • Números principais: 80% das bronquiolites em menores de 2 anos causadas pelo VSR; 21.398 casos de SRAG confirmados em 2026; 246 mortes; 17.081 casos e 109 mortes em menores de 2 anos.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde a vacinação está disponível na rede pública e privada.
  • Quem afeta: Gestantes, bebês menores de 2 anos, profissionais de saúde e famílias.

O que é o VSR e por que ele é perigoso para bebês?

O vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de bronquiolite e pneumonia em crianças pequenas. De acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados este ano 21.398 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus, dos quais 246 resultaram em mortes. A faixa etária de menores de dois anos é a mais afetada: 17.081 casos e 109 mortes. Mais da metade das internações ocorre nos dois primeiros meses de vida, índice que salta para dois terços se considerados os três primeiros meses.

Como proteger os bebês contra o VSR?

De acordo com a coordenadora da campanha e diretora da SBIm, Isabella Ballalai, a imunização contra o VSR é essencial para resguardar os bebês nos primeiros meses de vida, quando o risco é maior. Há dois recursos à disposição. O primeiro é a vacinação da gestante, que transferirá os anticorpos produzidos para o feto e o protegerá já na primeira semana de vida. O segundo é o uso de anticorpos monoclonais para crianças menores de dois anos, em especial prematuros e outros grupos de risco.

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O que o Programa Nacional de Imunizações oferece?

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece a vacina contra o VSR para grávidas a partir da 28ª semana gestacional e o anticorpo monoclonal para bebês prematuros (nascidos com menos de 37 semanas gestacionais) até 6 meses de idade e crianças menores de 2 anos com determinadas comorbidades. A SBIm amplia a recomendação para outros grupos, incluindo crianças prematuras no primeiro ano de vida e crianças menores de 2 anos sem comorbidades, de acordo com a orientação do pediatra.

O que a campanha da SBIm oferece ao público?

Um dos destaques da iniciativa são os vídeos testemunhais, gravados por médicos, como o Dr. Dráuzio Varella, e mães que vivenciaram a angústia do VSR em seus filhos. “Os relatos tornam mais concreta a gravidade da doença e aproximam o tema da realidade do público. Não é apenas uma sigla. São experiências de complicações ou perdas, que despertam empatia, reforçam a percepção de risco e contribuem para conscientizar sobre a necessidade de prevenção.”

A ação também inclui videoaulas para profissionais da saúde, um hotsite, presença ativa nas redes sociais (Instagram, YouTube, TikTok e Facebook), e comunicação direta com o público-alvo via e-mail e WhatsApp.

Qual a importância da campanha para Chapecó e o Oeste Catarinense?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a campanha “Todos contra o VSR” chega em um momento importante, especialmente com a chegada do outono e inverno, períodos de maior circulação do vírus. A orientação é que gestantes procurem as unidades de saúde para se vacinar a partir da 28ª semana de gestação, e que pais de bebês prematuros ou com comorbidades consultem o pediatra sobre a indicação do anticorpo monoclonal.

A campanha é apoiada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a ONG Prematuridade.com.

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Com informações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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