segunda-feira, 8 junho, 2026

Santa Catarina tem menor dependência do Bolsa Família no Brasil, aponta IBGE

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Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor proporção de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, apenas 3,9% das residências catarinenses recebiam o benefício, percentual muito abaixo da média nacional, que chegou a 17,2%.

Os números também mostram uma redução em relação a 2024, quando 4,3% dos domicílios do estado eram atendidos pelo programa de transferência de renda.

Estado lidera ranking nacional

Além de apresentar o menor índice do país, Santa Catarina aparece à frente de estados como São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

De acordo com os dados do IBGE, a participação do Bolsa Família nos domicílios ficou em:

EstadoDomicílios que recebem Bolsa Família
Santa Catarina3,9%
São Paulo7,6%
Rio Grande do Sul7,7%
Paraná8,0%
Mato Grosso do Sul9,5%
Distrito Federal10,5%

Menor dependência de programas sociais

O levantamento também mostra que Santa Catarina lidera outro indicador.

Em 2025, apenas 6,9% dos domicílios catarinenses receberam algum rendimento proveniente de programas sociais, incluindo Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A média nacional ficou em 22,7%.

Nos estados vizinhos, os índices alcançaram 11,5% no Rio Grande do Sul e 12,8% no Paraná.

Mercado de trabalho ajuda a explicar resultado

O desempenho é atribuído, em parte, ao mercado de trabalho catarinense.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o estado gerou aproximadamente 59 mil vagas formais em 2025.

Além disso, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2026, com 2,7%, enquanto a média nacional ficou em 6,1%.

Renda média cresceu em 2025

Outro fator apontado para a redução da dependência de programas sociais é o crescimento da renda dos trabalhadores.

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Segundo os dados divulgados, o rendimento médio mensal passou de R$ 3.587 em 2024 para R$ 3.900 em 2025, representando alta de 8,7%.

O estado mantém atualmente a quarta maior renda média do Brasil, atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.

Especialistas alertam para desigualdades

Apesar dos indicadores positivos, especialistas destacam que ainda existem desafios sociais importantes.

O presidente do Instituto Selo Social, Fernando Assanti, lembra que Santa Catarina concentra mais de 160 comunidades urbanas identificadas pelo IBGE e recebe forte fluxo migratório de pessoas em busca de emprego e qualidade de vida.

Segundo ele, os bons resultados em emprego e renda não eliminam a necessidade de investimentos contínuos em áreas como assistência social, educação, saúde, moradia e saneamento básico.

Estado combina crescimento econômico e desafios sociais

Embora apresente alguns dos melhores indicadores econômicos do país, Santa Catarina ainda enfrenta diferenças significativas entre regiões.

Especialistas destacam que questões ligadas ao custo de vida, acesso à moradia e infraestrutura urbana continuam exigindo atenção do poder público, especialmente em cidades que registram forte crescimento populacional.

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