Chapecó consolidou, mais uma vez, a sua posição como referência em gestão municipal ao alcançar o segundo melhor índice ambiental entre os 295 municípios de Santa Catarina, segundo o Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), divulgado pelo Tribunal de Contas‑SC e pelo Instituto Rui Barbosa com base em dados de 2024. Além disso, Chapecó continua liderando as posições de Saúde e Educação entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, o que reforça a imagem de uma administração organizada, planejada e com foco em políticas públicas de longo prazo.
O que é o IEGM e por que ele importa para Chapecó
O IEGM é um painel de avaliação que mede sete áreas da gestão municipal — entre elas Meio Ambiente, Saúde, Educação, Planejamento e Fiscal — por meio de um questionário com cerca de 700 perguntas respondidas pelos próprios municípios e fiscalizadas pelo Tribunal de Contas. Cada bloco é traduzido numa nota que permite comparar o desempenho das prefeituras, servindo como um “espelho” da qualidade da gestão. Para Chapecó, esse espelho mostra avanços claros, especialmente na área ambiental, na qual a cidade passou de quarto lugar no levantamento anterior (2023) para o segundo lugar entre todos os municípios catarinenses.
Como o índice ambiental de Chapecó subiu
Segundo o controlador‑geral do município, Alexei Anhalt, a nota de Chapecó no quesito ambiental passou de 0,65 para 0,73, o que explica a melhora em duas posições no ranking. Essa pontuação é calculada com base em 90 perguntas específicas sobre temas como Educação Ambiental, Arborização Urbana, Gestão de Águas e Esgoto Tratado e Resíduos Sólidos. Em outras palavras, o IEGM não mede apenas “quantidade de lixo recolhido”, mas se o município tem planejamento, normas, campanhas educativas e infraestrutura para cuidar do meio ambiente de forma sustentável.
Programas e ações que explicam a boa nota
A gerente de Resíduos Sólidos da Secretaria de Serviços Urbanos e Zeladoria, Graciela Heckler, destaca que o resultado é fruto de uma combinação de programas estruturantes, como o Chapecó Cidade Limpa, Cidade Sustentável, que reúne diversas frentes de ação. Entre elas, estão:
-
o Harmoniza Chapecó, que troca resíduos por flores do Horto Botânico Municipal;
-
coleta automatizada, lixeiras subterrâneas e quatro Ecopontos;
-
campanhas de coleta seletiva, como Bota Fora, Drive Thru de resíduos, Coleta de Galhos e equipamentos para triturar móveis e galhos;
-
Pontos de Entrega Voluntária de vidros, gincanas de educação ambiental e parcerias com associações de catadores.
Além disso, Chapecó atualizou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos e reforçou a atuação conjunta com órgãos e instituições, como no programa Eco+ Chapecó, que articula ações de reciclagem, educação e controle de resíduos.
Por que uma cidade mais limpa também é mais desenvolvida
Chapecó já havia sido reconhecida como a cidade mais limpa do Brasil entre municípios com mais de 250 mil habitantes, o que ajuda a entender porque o tema ambiental é central na gestão municipal. O prefeito Valmor Scolari Júnior ressalta que as boas posições nos rankings validam a aposta em planejamento: além da gestão de resíduos, a administração investiu na troca de lâmpadas comuns por LED, na prevenção de enchentes e na ampliação de redes de água no interior. Segundo ele, a qualidade do meio ambiente também passou a ser um cartão de visitas: visitas de equipes de outras cidades, como a prefeitura de Porto Alegre, vêm observar o sistema de lixeiras subterrâneas e demais soluções locais.





