Papa Leão XIV alerta sobre IA e guerra em visita à França

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O papa Leão XIV pediu nesta sexta-feira (25) que o mundo reavalie o desenvolvimento da IA e alertou, em visita à França, que a tecnologia pode levar a um futuro em que um “paraíso de máquinas” assuma o controle da Terra. O pontífice, que está há 16 meses à frente da Igreja Católica, fez do tema um dos eixos da viagem de 4 dias ao país, a primeira de um papa em quase 20 anos.

IA no centro da viagem

“Para garantir que não percamos nossa humanidade em meio ao ‘paraíso de máquinas’ que invade e molda nossa vida cotidiana, é urgente que treinemos nossas mentes para o discernimento ético”, afirmou o papa sob os tetos ornamentados do Palácio do Eliseu.

Leão também reiterou os ensinamentos da Igreja Católica em defesa da vida e criticou iniciativas para permitir a morte assistida de pessoas com doenças incuráveis. A declaração veio 2 meses depois de parlamentares franceses aprovarem uma medida nesse sentido.

Durante a visita, que passará por 3 cidades francesas, o papa também buscará recuperar a imagem da Igreja no país após os escândalos de abuso que provocaram comoção nacional. Leão XIV também deve apresentar, em um discurso na segunda-feira (28), sua visão para o futuro da Europa.

Guerra não é “inevitável”

Em outro momento da agenda na França, Leão pediu que o mundo não se torne indiferente à dor provocada pelo “flagelo da guerra” e alertou para a proliferação de armas nucleares. Diante do presidente francês, Emmanuel Macron, e de outros políticos, ele afirmou: “Peço a vocês que nunca se resignem à perspectiva da guerra ou a considerem ‘inevitável’”.

O papa também pediu que a França “permaneça uma defensora incansável da paz e do multilateralismo, especialmente dentro de nossa amada Europa”. E reforçou a oposição histórica da Igreja Católica às armas nucleares, defendendo que elas sejam proibidas.

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“A crença equivocada de que possuir armas nucleares é uma garantia de segurança está se espalhando e alimentando uma nova corrida armamentista difícil de controlar”, afirmou.

A defesa da paz tem sido um dos principais temas do pontificado de Leão XIV. Durante o voo para a França, o primeiro papa americano disse a jornalistas que chegaria ao país como um “peregrino” da paz.

O pontífice já havia provocado reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início deste ano depois de criticar a guerra entre Washington e Irã. Macron, por sua vez, prometeu aumentar o arsenal nuclear francês e fortalecer a capacidade de dissuasão do país em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia e a outras ameaças globais.

As informações são da CNN Brasil.

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