terça-feira, 12 maio, 2026

Prática “tem que ser extirpada do convívio humano”

Compartilhe essa notícia:

O Oeste catarinense reflete a violência contra a mulher que coloca o Brasil entre os dez mais violentos países do mundo. As instituições e organizações agem, mas não conseguem estancar o agravamento da violência, com algumas exceções pontuais. A presidente do SITICOM Chapecó, Izelda Teresinha Oro. O sindicato, que tem forte posição de desagravo à prática, presta apoio ao Conselho Municipal dos Direitos da Mulher – CMDM, no ativismo deste mês em defesa da mulher.

Desvalorização é violência – Izelda defende que a violência física contra mulher “deve ser exterminada” e os agressores “punidos com maior rigor”. Entende, porém, que tanto a “agredida” como o “agressor” devem ter “amparo psicológico” no Sistema Único de Saúde – SUS de Chapecó. Mostra que uma das maiores violências sofridas pela mulher “é a falta de percepção – enquanto mulher – nos espaços de poder”. Pondera que a desconsideração vai além do ambiente político partidário recomendando que “mulher tem que votar em mulher”. Para ela é uma questão ainda maior “enraizada em uma cultura de desvalorização da mulher como ser humano e na condição de administradora de negócios”.  

Também existe – A dirigente lembra que na categoria representada pela instituição sindical existe um bom contingente de mulheres trabalhadoras. Isso evidencia “a expressiva força de trabalho e representatividade feminina” nos vários setores produtivos onde existe atuação do sindicato. Izelda lamenta que neste conjunto feminino “infelizmente a violência também é realidade”.

A vice-presidente do CMDM, Rosangela Hüning, explica que o Conselho está mobilizado em 16 dias de ativismo “pelo Fim da Violência contra as Mulheres”. Os atos, em parceria com entidades locais e regionais, iniciaram dia 17. Nesta segunda-feira, 25, está sendo reverenciado o Dia Internacional da Não-Violência à Mulher. O movimento encerra em 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Rosangela disse que as iniciativas estão inseridas ao contexto nacional e fortalecem a campanha da Organização das Nações Unidas – ONU, que tem definida a meta de acabar com a violência contra as mulheres até 2030.

LEIA TAMBÉM  Sicoob impactou com ações de educação financeira em 2025

Feminicídios – Neste ano (até sexta-feira, 22) a Delegacia de Proteção à Criança ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso – DPCAMI de Chapecó, havia efetuado 3.620 registros de violências contra mulheres. As ocorrências envolvem também crianças, adolescentes e idoso. Se deve considerar que estes são números oficiais. As estatísticas seriam maiores se acrescentados os muitos casos que não são denunciados por medo e ameaças dos autores. Foram consumados três feminicídios e comunicadas seis tentativas de assassinato de mulheres.  No período a DPCAMI emitiu 861 medidas protetivas.

Chapecó possui uma rede de atendimento com vários locais onde a mulher pode denunciar os casos. Nos espaços elas encontram ajuda quando sofrem violência física, psicológica, moral, sexual, patrimonial ou virtual. O conselho municipal, em publicação impressa, lembra que essas violências são consideradas crimes graves tratados com medidas protetivas e punições rigorosas.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Polícia Civil deflagra operação contra grupo investigado por tortura em Chapecó

Ação cumpriu mandados em Chapecó e Joinville A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou na...

Sicom motiva empresas para corrida do comércio

A terceira edição da Corrida do Comércio, competição que promove a integração e o...

Polícia Militar cumpre mandado de prisão de homem com pena superior a 25 anos

A Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do 2º Batalhão de Polícia Militar...

Chape Futsal volta a jogar em Chapecó pela Série Ouro e busca manter liderança contra o Blumenau

Chegou a hora de a torcida reencontrar o Verdão das Quadras. A Prefeitura de...