quarta-feira, 18 março, 2026

Inflação do aluguel sobe 0,41% em janeiro após queda em dezembro

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), principal indicador usado para o reajuste de contratos de aluguel, registrou alta de 0,41% em janeiro de 2026. O resultado, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), interrompe a leve queda de 0,01% observada no mês anterior.

No entanto, na comparação com os últimos 12 meses, o IGP-M mantém trajetória de deflação, com recuo de 0,91%. Em janeiro de 2025, o acumulado em um ano era de 6,75%.

Componentes do IGP-M: pressão de alimentos e educação

O índice é composto por três outros indicadores. O de maior peso, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, subiu 0,34%.

Essa alta foi puxada principalmente por aumentos no minério de ferro (4,47%), carne bovina (1,37%) e tomate (29,5%).

Impacto no bolso do consumidor e na construção

Os outros dois componentes também registraram altas em janeiro:

  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC) – 30% do IGP-M: alta de 0,51%, pressionado por cursos de ensino fundamental (3,83%), ensino superior (3,13%) e gasolina (1,02%).
  • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC): alta de 0,63%, com destaque para a mão de obra, que subiu 1,03%.

IGP-M negativo em 12 meses: aluguel vai cair?

Apesar do recuo de 0,91% no acumulado anual, isso não garante redução automática nos aluguéis. A aplicação do índice depende dos termos específicos de cada contrato.

Muitos contratos incluem cláusulas como “reajuste conforme variação positiva do IGP-M”. Nesses casos, se o índice acumulado for negativo, simplesmente não há reajuste no valor do aluguel no período.

Portanto, é fundamental que locadores e locatários revisem seus contratos para entender como a cláusula de reajuste está redigida.

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Metodologia e abrangência da pesquisa

Para calcular o IGP-M, a FGV realiza a coleta de preços em sete capitais: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

Os dados de janeiro refletem o período de 21 de dezembro de 2025 a 20 de janeiro de 2026. O indicador serve não apenas para aluguéis, mas também para o reajuste de algumas tarifas públicas e serviços.

Panorama para o mercado imobiliário em 2026

O resultado misto do IGP-M – alta mensal, mas queda anual – cria um cenário ambíguo para o mercado de locações. Enquanto a alta de janeiro aponta para pressões inflacionárias pontuais, a deflação em 12 meses pode trazer um alívio para inquilinos cujos contratos não preveem reajuste em caso de índice negativo.

A tendência do indicador ao longo do primeiro semestre será crucial para definir o patamar de reajustes nos contratos que vencem no meio do ano.

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