domingo, 14 junho, 2026

Bandeira tarifária amarela continua em junho

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Resumo: A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a bandeira tarifária permanecerá amarela em junho, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A decisão se deve ao período seco no Brasil, que reduz a geração hidrelétrica e exige o acionamento de termelétricas mais caras. Em maio já estava em vigor a bandeira amarela, que substituiu a bandeira verde dos primeiros quatro meses do ano.

Bandeira tarifária amarela com informações sobre o acréscimo na conta de luz

A bandeira tarifária permanecerá amarela em junho, informou nesta sexta-feira (29) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, será mantido o acréscimo nas contas de luz no próximo mês para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O custo adicional é de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo a Aneel, a decisão foi tomada devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado. “De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho”, disse a Aneel.

Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. As cores indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada em residências, comércios e indústrias. A cada mês, as condições de operação são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração e traça uma previsão de custos.

Quando a bandeira está verde, não há acréscimo na conta. Na bandeira amarela (condições de geração menos favoráveis), há acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. Na bandeira vermelha (patamar 1), com condições mais custosas, o acréscimo é de R$ 4,46; já na bandeira vermelha (patamar 2), com condições ainda mais caras, o acréscimo sobe para R$ 7,87 por 100 kWh.

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Perspectivas para os próximos meses

A permanência da bandeira amarela em junho indica que o período seco deve se estender, mantendo a necessidade de termelétricas. A Aneel e o ONS continuarão monitorando as condições hidrológicas e os custos de geração para definir as bandeiras dos meses seguintes. Consumidores podem adotar medidas de eficiência energética para reduzir o impacto na conta de luz.

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