quarta-feira, 21 janeiro, 2026

Anvisa suspende vendas de suplementos das marcas Cycles Nutrition e Mushin

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da comercialização de seis suplementos alimentares das marcas Cycles Nutrition e Mushin. A decisão, publicada nesta terça-feira (20) no Diário Oficial da União, também ordena o recolhimento de todos os lotes dos produtos do mercado. O motivo é a presença de ingredientes que não tiveram sua segurança comprovada para consumo humano, representando um potencial risco grave à saúde dos consumidores.

Os produtos da Cycles Nutrition são fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios, enquanto os da Mushin são da empresa Mushin Serviços e Comércio no Geral. Ambas as empresas se manifestaram, alegando que utilizam ingredientes aprovados e que estão providenciando esclarecimentos técnicos junto à agência reguladora.

Quais produtos foram proibidos e por quê?

A suspensão atinge produtos de duas marcas diferentes, por motivos similares: o uso de substâncias sem comprovação de segurança ou alegações de benefícios não comprovadas.

Cycles Nutrition (Fabricante: Sylvestre)

Foram suspensos três suplementos da linha Cycles Nutrition:

  • Recover Cycles Nutrition
  • Shot Ritual Cycles Nutrition
  • Relax Ritual Cycles Nutrition

Motivo da Anvisa: Todos contêm “ingredientes que não tiveram sua segurança comprovada para uso em suplementos alimentares”. A agência alerta que isso pode representar “graves riscos à saúde de quem os consome”.

Mushin (Fabricante: Mushin Serviços e Comércio no Geral)

Foram suspensos três produtos da linha “Fantastic Oat”:

  • Fantastic Oat Frutas Vermelhas
  • Fantastic Oat Banana e Caramelo
  • Fantastic Oat Maçã e Canela

Motivo da Anvisa (dois pontos):
1. Contêm “extrato de cogumelo rico em vitamina D”, um ingrediente cuja segurança não foi avaliada para uso em suplementos.
2. Faziam alegações de propriedades terapêuticas sem comprovação científica, como “reduzir níveis de colesterol ruim” e “controlar o nível de açúcar no sangue”.

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O que a Anvisa determinou e quais os riscos?

A resolução da agência é abrangente e urgente. Para todos os seis produtos listados, fica proibido:

  • Comercializar, distribuir e fabricar.
  • Importar e divulgar.
  • Consumir.

Além disso, a Anvisa determinou o recolhimento obrigatório de todos os lotes que ainda estejam em estoque no comércio ou em distribuidoras.

O principal risco apontado é o desconhecimento. Quando um ingrediente não passa pela avaliação toxicológica padrão da Anvisa, não é possível garantir que ele não cause efeitos colaterais agudos (como alergias severas ou intoxicação) ou crônicos (como danos a órgãos após uso prolongado).

Posicionamento das empresas envolvidas

Ambas as empresas se manifestaram publicamente, contestando a decisão e afirmando que buscam reverter a situação:

Cycles Nutrition afirmou, em nota nas redes sociais, que utiliza ingredientes de frutas e vegetais que passam por “processos rigorosos”. A empresa disse que os extratos vegetais são amplamente usados para aroma e cor e que está prestando “todos os esclarecimentos, estudos e dossiês técnicos necessários” à Anvisa.

Mushin informou à Agência Brasil que foi “surpreendida” com a publicação e que acredita em um “mal-entendido”. A empresa alega que o extrato de cogumelo foi aprovado no Brasil em 2023 e que possui toda a documentação. Afirmou também ter acionado seus advogados para resolver o caso.

O que os consumidores devem fazer?

Se você possui algum dos produtos listados, siga estas recomendações de segurança:

  1. Interrompa o uso imediatamente: Não consuma mais nenhuma dose dos suplementos suspensos.
  2. Descarte o produto com segurança: Se ainda estiver lacrado, pode ser descartado no lixo comum. Se aberto, embale bem para evitar que outras pessoas ou animais tenham acesso.
  3. Fique atento a sintomas: Caso tenha consumido recentemente e apresente qualquer mal-estar, náusea, tontura, alergia ou outro sintoma incomum, procure um médico e informe sobre o consumo do produto.
  4. Exija o reembolso: Se comprou recentemente, entre em contato com o ponto de venda para solicitar a devolução do valor pago. O estabelecimento é obrigado a recolher o produto e reembolsar o cliente.
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A Anvisa mantém um canal para denúncias caso o consumidor encontre algum desses produtos ainda à venda. A comunicação pode ser feita pelo site da agência ou pela Ouvidoria.

Como verificar a segurança de um suplemento alimentar?

Para evitar riscos, os consumidores devem adotar hábitos de consumo informado:

  • Verifique o registro na Anvisa: Todo suplemento alimentar deve ter o número de registro da Anvisa na embalagem. É possível consultar a validade desse registro no site da agência.
  • Desconfie de promessas milagrosas: Produtos que prometem cura de doenças, emagrecimento extremamente rápido ou grandes ganhos de massa muscular com pouco esforço devem ser vistos com ceticismo.
  • Consulte um profissional de saúde: A decisão de usar um suplemento deve ser tomada com base em uma avaliação nutricional ou médica. Um profissional pode indicar a necessidade real e a dosagem segura.

A ação da Anvisa reforça a importância da vigilância constante sobre produtos que prometem benefícios à saúde, assegurando que apenas itens seguros e devidamente avaliados cheguem à mesa dos brasileiros.

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