TJSC e TRE-SC visitam Chapecó para avaliar preservação de documentos históricos do arquivo da comarca

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Comissão de Gestão da Memória do Tribunal de Justiça esteve na comarca para conhecer trabalho de conservação de processos que datam de 1917 e incentivou pesquisas históricas. Servidora recebeu certificado Amigo da Memória em 2025.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), por meio da Comissão de Gestão de Memória, deu início a uma nova fase de interiorização das ações de preservação do acervo histórico do Judiciário. Na última segunda-feira (3), uma equipe realizou visita técnica ao arquivo físico da comarca de Chapecó para avaliar as condições de conservação dos documentos e difundir boas práticas. O arquivo reúne processos que datam da instalação da comarca, em 1917, e alguns que remontam ao século XIX.

  • O que é: Visita técnica da Comissão de Gestão de Memória do TJSC ao arquivo da comarca de Chapecó para avaliar preservação de documentos históricos.
  • Números principais: Comarca instalada em 1917; documentos do século XIX; 71 processos mapeados por pesquisador local.
  • Onde: Fórum da comarca de Chapecó, Oeste Catarinense.
  • Quem afeta: Pesquisadores, historiadores, servidores, magistrados e a comunidade chapecoense.

O que motivou a visita da comissão do TJSC a Chapecó?

A escolha da comarca de Chapecó se deu por seu trabalho de preservação, conduzido pela servidora responsável pelo arquivo, Hedvig Olga Kottwitz. Ela foi agraciada em 2025 com o Certificado Amigo da Memória pela presidência do Tribunal de Justiça, em razão do trabalho de conservação e digitalização do arquivo, realizado com o apoio da Secretaria do Foro. A visita foi conduzida pela desembargadora Haidee Denise Grin, presidente da Comissão de Gestão da Memória, e contou com a participação do juiz Márcio Schiefler Fontes, do TRE-SC, do chefe da Divisão de Arquivo do TJSC, Marcos Rodolfo da Silva, e do juiz-corregedor Gustavo Marcos de Farias.

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Como está o acervo histórico do arquivo da comarca?

O arquivo reúne processos judiciais físicos que datam da instalação da comarca de Chapecó, em 1917, além de documentos de períodos anteriores, ainda no século XIX. Muitos deles estão deteriorados pela ação do tempo, manchados pelo manuseio ou contato com água, mas o trabalho de conservação e digitalização tem garantido a preservação desse patrimônio. O chefe da Divisão de Arquivo do TJSC, Marcos Rodolfo da Silva, destacou a importância do acesso facilitado: “Esses documentos ajudam a contar a história. É natural que a população tenha curiosidade de conhecer esses processos, porque eles narram a história da sociedade”.

O que a comissão pretende com a interiorização das ações de memória?

Segundo a desembargadora Haidee Denise Grin, a visita a Chapecó é o primeiro passo de um projeto que pretende se multiplicar para outras comarcas. “Daqui a gente pretende produzir algum projeto que se multiplique para as outras comarcas. É o primeiro passo, em que o Tribunal de Justiça e o Tribunal Eleitoral saem da capital com o olhar de resgate de memória”, afirmou. Além da visita técnica, a comissão realizou um encontro com professores, pesquisadores, historiadores, servidores e magistrados para divulgar ações de preservação e fomentar pesquisas e publicações com base no acervo.

Por que a preservação dos documentos históricos é importante para Chapecó?

O diretor do Fórum, juiz Juliano Serpa, reforçou a importância do resgate histórico. “Quem não cuida do passado, da sua história, não pode antever seu futuro. Chapecó é uma comarca centenária. Muitos passaram por aqui, muitos deram sua vida por aqui.” O historiador Maikel Gustavo Schneider, que mapeou 71 processos para analisar a colonização sob o viés do crime nas comarcas de Itapiranga e Mondaí, elogiou a organização do arquivo. “Eu preciso registrar a organização, o cuidado do arquivo e, principalmente, a dedicação da Dona Olga. O Tribunal de Justiça está mais do que de parabéns pelo cuidado e preservação da memória, porque isso fica registrado para as próximas gerações”, afirmou.

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O encontro também serviu para divulgar iniciativas do TJ, como grupos de pesquisa da Academia Judicial, e do TRE, com destaque para o edital “Cadernos da Memória”, que receberá artigos científicos ou relatos pessoais relacionados ao Tribunal.

Com informações do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e da Diretoria de Comunicação do TJSC.

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