Relatório da RSF aponta estratégias para o futuro do jornalismo no Brasil

Compartilhe essa notícia:

Relatório divulgado pela organização não governamental Repórteres sem Fronteiras (RSF) destaca o combate à desinformação e o incentivo à educação midiática como medidas para garantir um jornalismo íntegro e de confiança pelos próximos 10 anos. O documento foi lançado às vésperas do Dia do Jornalista, celebrado em 7 de abril no Brasil.

A instituição apresenta quatro cenários hipotéticos para o futuro do jornalismo no Brasil daqui a uma década e seis estratégias possíveis para que a sociedade possa contar, ao fim desse período, com um jornalismo íntegro e de confiança.

Cenários para o jornalismo em 2036

Os quatro cenários, construídos pelo Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Lab-GEOPI) da Unicamp para a RSF, distinguem-se por:

  • Domínio das plataformas digitais
  • Fortalecimento do jornalismo
  • Alta fragmentação da informação produzida
  • Fim do jornalismo

“O futuro, provavelmente, vai ser muito mais uma mistura dos elementos dos diferentes cenários do que um cenário estanque”, explica Sérgio Lüdtke, coordenador de Projetos da Abraji e editor-chefe do Projeto Comprova.

Seis estratégias para garantir jornalismo de confiança

As seis estratégias propostas pela RSF envolvem:

  • Tornar o método jornalístico amplamente adotado e difundido
  • Enfrentar a desinformação
  • Fortalecer redes de cooperação entre organizações de jornalismo e universidades
  • Diversificar modelos de financiamento do jornalismo
  • Investir em educação midiática
  • Defender a regulação do jornalismo

De acordo com a entidade, os riscos para a comunicação virtual decorrentes da falta de clareza entre conceitos como notícia, opinião, desinformação e propaganda, em um ambiente político polarizado, influenciam toda essa construção.

Plataformização e riscos para a profissão

Para Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), o futuro aponta para o cenário de domínio das plataformas digitais. “O jornalismo é refém da política de algoritmo dos meios digitais, controladas por empresas multinacionais com total opacidade da sua política algorítmica”, afirma.

LEIA TAMBÉM  Justiça Eleitoral atualiza ferramenta contra fake news para as Eleições 2026

O relatório também aponta outros riscos: ambiente político polarizado, concentração histórica da mídia no Brasil, baixo letramento midiático, desregulamentação da profissão, precarização das redações, perseguição a profissionais e substituição de jornalistas por influenciadores digitais.

O diretor do escritório da RSF para a América Latina, Artur Romeu, resume: “O método jornalístico é um elemento central de apreensão da realidade e do debate público, que está no cerne da qualidade democrática”.

O relatório cita a importância da Agência Brasil e das agências estaduais como grandes centrais de curadoria e distribuição de informação confiável, garantindo acesso a fatos verificados em todo o país.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Mega-Sena sorteia R$ 100 milhões nesta quinta-feira; veja como apostar

Concurso 3.068 será realizado às 21h, e apostas podem ser registradas até as 20h...

Participação feminina cresce e cinco mulheres garantem cadeiras na Alesc

Linha fina: Representação passa de três para cinco deputadas; nova legislatura terá 35 homens...

Polícia Civil apreende cerca de 30 kg de maconha em Chapecó

Investigação chegou a dois imóveis no bairro Esplanada; um homem de 20 anos foi...

Merisio vota acompanhado da filha

O candidato ao Governo de Santa Catarina Gelson Merisio (PSB) votou na manhã deste...