Desenrola 2.0 vai liberar uso do FGTS para pagar dívidas renegociadas

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Participantes do programa Desenrola 2.0 poderão usar parte do saldo do FGTS para ajudar na quitação de dívidas renegociadas a partir do próximo dia 26 de maio. A informação foi confirmada na quinta-feira (21) pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron.

Segundo ele, trabalhadores terão autorização para retirar até 20% do saldo disponível no Fundo de Garantia ou R$ 1 mil — prevalecendo o valor maior.

A medida faz parte da nova etapa do programa federal voltado à renegociação de dívidas e busca ampliar o acesso à regularização financeira de famílias endividadas.

Segundo informações divulgadas pelo Correio Braziliense, a liberação dos recursos começará apenas no dia 26 porque a consulta aos valores disponíveis do saque-aniversário do FGTS será aberta um dia antes.

Governo prevê uso de até R$ 8 bilhões

De acordo com Ceron, cerca de R$ 7 bilhões devem ser liberados inicialmente aos trabalhadores.

Mesmo assim, o Ministério da Fazenda estabeleceu um limite de até R$ 8 bilhões para utilização do FGTS dentro do programa, medida adotada para preservar a sustentabilidade financeira do fundo.

O secretário afirmou que o valor disponível deve ser suficiente para atender a demanda esperada pelo governo.

Nas duas primeiras semanas do Desenrola 2.0, mais de R$ 1 bilhão em dívidas já foram renegociados com cobertura do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo usado para reduzir riscos das operações financeiras.

Consignado também terá mudanças

Durante a apresentação das medidas, Ceron também comentou alterações nas regras do crédito consignado voltado a aposentados e pensionistas.

Segundo ele, os novos ajustes ampliam prazos de pagamento, modificam períodos de carência e encerram mecanismos considerados reserva de mercado envolvendo cartões consignados e cartões de benefício.

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O governo afirma que mais de 20 milhões de pessoas podem ser impactadas pelas mudanças anunciadas.

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