sexta-feira, 5 dezembro, 2025

Alimentos têm quinta queda seguida e ajudam a frear inflação em outubro, aponta prévia do IBGE

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A prévia da inflação oficial do Brasil mostra que os preços de alimentos e bebidas caíram, em média, 0,02% em outubro. Esse é o quinto mês consecutivo de deflação no grupo, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No geral, o IPCA-15 registrou alta de 0,18% em outubro, desacelerando em relação a setembro, quando havia subido 0,48%. Entre junho e outubro, os alimentos e bebidas acumularam queda de 0,98%.

Cinco meses de deflação nos alimentos

O IBGE lembra que, entre setembro de 2024 e maio de 2025, os alimentos acumularam nove meses de alta devido a problemas climáticos que afetaram as safras. Desde então, a tendência se inverteu, com sucessivos recuos:

  • Outubro: -0,02%
  • Setembro: -0,35%
  • Agosto: -0,53%
  • Julho: -0,06%
  • Junho: -0,02%

Com isso, o acumulado de 12 meses da inflação de alimentos ficou em 6,26%, ainda acima da inflação geral (4,94%), mas no menor patamar desde setembro de 2024.

Alimentação no domicílio e destaques de outubro

A alimentação no domicílio — que exclui gastos com refeições fora de casa — registrou queda de 0,10% em outubro e variação acumulada de 5,47% em 12 meses. O resultado representa o menor índice desde agosto de 2024.

Os produtos que mais contribuíram para o recuo no mês foram:

  • Cebola (-7,65%)
  • Ovo de galinha (-3,01%)
  • Arroz (-1,37%)
  • Leite longa vida (-1%)

Outros itens com fortes quedas de preço foram o pepino (-24,43%), a abobrinha (-20,80%), o morango (-15,63%) e o peixe castanha (-12,68%). Já entre as maiores altas estão o café moído (53%), a abobrinha (43%) e o pimentão (36%).

Safra e perspectivas

Para o economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Felipe Queiroz, o resultado de outubro é “bastante positivo” e reforça o movimento de convergência da inflação em direção ao centro da meta de 3% ao ano (com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos).

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“O resultado é animador, especialmente pela queda de produtos essenciais como arroz, leite, ovos e cebola. Isso impacta diretamente o orçamento das famílias de menor renda”, afirmou Queiroz.

O economista destacou ainda que a safra recorde de grãos prevista para o país deve continuar pressionando os preços para baixo nos próximos meses. “A expectativa é que a inflação mantenha a tendência de desaceleração”, concluiu.

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