Novembro Azul alerta para câncer de próstata e 77 mil casos

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O câncer de próstata é o segundo tumor mais frequente entre os homens brasileiros, atrás do câncer de pele, e o alerta ganha força neste domingo (1º), início do Novembro Azul, mês dedicado à prevenção e ao combate à doença.

O que o Novembro Azul quer evitar

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima mais de 77 mil novos casos por ano até 2028. Apesar da frequência, por vergonha ou medo, muitos homens não costumam falar sobre o assunto, o que faz com que exames e diagnóstico demorem mais. Essa demora pode levar a complicações e, em muitos casos, ao óbito.

Em 2026, 11.257 pessoas morreram em decorrência dessa enfermidade, segundo dados divulgados em setembro pelo SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), do DATASUS. O número equivale a cerca de 46 mortes por dia e quase 2 por hora.

Como a doença aparece e por que os exames importam

O câncer de próstata é um tumor que afeta a próstata, glândula masculina localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, que envolve a porção superior da uretra — o canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis. De acordo com o Ministério da Saúde, o órgão não é responsável pela ereção nem pelo orgasmo. Sua função principal é produzir um líquido que compõe o sêmen e ajuda a nutrir e proteger os espermatozoides.

Nos estágios iniciais, o tumor maligno pode surgir como um pequeno caroço e depois aumentar e se espalhar conforme os níveis, como explica Alexandre Iscaife, médico urologista do Hospital das Clínicas e doutor pela Faculdade de Medicina da USP. No começo, a doença muitas vezes não dá sintomas.

  • Dificuldade para urinar ou demora para começar e terminar;
  • jato de urina mais fraco;
  • vontade de urinar com mais frequência, de dia ou à noite;
  • sangue na urina.
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Esses sinais também podem aparecer em problemas benignos, como a hiperplasia prostática, que é o aumento da próstata e afeta mais da metade dos homens acima de 50 anos, e a prostatite, uma inflamação geralmente causada por bactérias. Por isso, só os exames podem esclarecer a causa.

A investigação começa com dois exames: o toque retal, em que o médico avalia tamanho, forma e textura da próstata, e o exame de sangue PSA, que mede o antígeno prostático específico. Se houver alteração em algum deles, a confirmação vem pela biópsia, que analisa pequenos fragmentos da glândula em laboratório. Os exames estão disponíveis gratuitamente pelo SUS.

Hábitos ajudam, mas não eliminam o risco

Ter pai ou irmão com a doença é relevante para o rastreamento e muda a forma como ele é feito. Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 estão associadas a formas mais agressivas. Obesidade, sedentarismo e alimentação pouco saudável aumentam o risco da doença e podem piorar a evolução dos tumores.

Não existe prevenção absoluta, mas manter uma alimentação saudável, controlar o peso, praticar atividade física regularmente, não fumar e evitar bebida alcoólica ajudam na prevenção. As informações são da CNN Brasil.

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