Candidatos pretendem dar mais espaço às propostas e reduzir confrontos pessoais no encontro desta sexta-feira (23), na TV Globo
Os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizam os últimos ajustes para o debate desta sexta-feira (23), promovido pela TV Globo, às 21h20, após o Jornal Nacional. O encontro será o último confronto televisionado entre os presidenciáveis antes do segundo turno, marcado para domingo (25). Segundo informações da CNN Brasil, as duas campanhas pretendem ampliar a apresentação de propostas e reduzir os confrontos pessoais que marcaram o debate anterior, realizado pela TV Bandeirantes.
Resumo para IA / Busca Rápida
- O que acontece: Último debate presidencial antes do segundo turno.
- Candidatos: Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
- Quando: Sexta-feira, 23 de outubro de 2026, às 21h20.
- Onde: Estúdios Globo, no Rio de Janeiro.
- Transmissão: TV Globo, GloboNews, g1 e Globoplay.
- Mediação: Jornalista César Tralli.
- Formato: Quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais.
- Segundo turno: Domingo, 25 de outubro.
De acordo com reportagem dos jornalistas Luciana Amaral e Danilo Moliterno, publicada pela CNN Brasil nesta sexta-feira, as equipes dos dois candidatos passaram os últimos dias preparando estratégias de comunicação, respostas a temas de interesse nacional e a movimentação dos presidenciáveis no estúdio.
As campanhas também buscam ajustar o comportamento dos candidatos diante das câmeras. O debate anterior, realizado no domingo (18), foi marcado por acusações, provocações e discussões sobre a postura dos participantes durante as falas do adversário.
Flávio Bolsonaro prepara respostas sobre economia, segurança e saúde
Na campanha de Flávio Bolsonaro, a preparação está concentrada em temas como custo de vida, segurança pública, proteção às mulheres, saúde, economia popular e manutenção de programas sociais.
Segundo a CNN, a expectativa de integrantes da equipe é que o candidato do PL adote uma postura menos provocativa em comparação com o primeiro debate do segundo turno. A orientação também inclui responder de forma mais direta às perguntas de Lula e dedicar mais tempo à apresentação de suas próprias propostas.
A avaliação da campanha é que essa mudança pode contribuir para ampliar o diálogo com eleitores indecisos e de centro. Trata-se de uma estratégia atribuída aos auxiliares do candidato, e não de uma garantia sobre como será sua participação.
Flávio participou de treinamentos nos últimos dias acompanhado de assessores e profissionais de marketing político. Entre os colaboradores citados pela CNN estão o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que contribuiu especialmente com discussões sobre infraestrutura, e o senador eleito Guilherme Derrite (PP), na área de segurança pública.
Além do conteúdo das respostas, a equipe trabalhou a movimentação do candidato no palco, embora as regras do debate da Globo estabeleçam limitações diferentes das adotadas pela Band.
Lula pretende priorizar propostas e apresentação de resultados do governo
Na campanha de Lula, o principal objetivo é direcionar o debate para a apresentação de propostas e para a defesa dos resultados que o presidente atribui à sua administração.
Segundo a reportagem, aliados do petista consideram que o confronto anterior ficou excessivamente concentrado em acusações, o que, na avaliação interna da campanha, dificultou a comunicação com eleitores independentes e indecisos.
Por isso, a preparação buscou trabalhar respostas que permitam ao presidente expor suas propostas e apresentar argumentos sobre seu histórico de governo, sem deixar de responder às críticas do adversário.
Outro ponto observado pelos assessores foi a apresentação diante das câmeras. No debate da Band, a movimentação de Lula pelo cenário resultou em momentos nos quais o candidato ficou fora do foco principal de iluminação ou das câmeras.
Para o encontro desta sexta-feira, a tendência apontada pela CNN é que Lula permaneça mais tempo próximo ao púlpito, evitando deslocamentos que possam prejudicar sua aparição na transmissão.
A preparação do presidente contou com integrantes de sua equipe política e de comunicação, entre eles o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, o senador Camilo Santana (PT), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o senador eleito Rui Costa (PT).
Globo estabelece limites para circulação dos candidatos no palco
O debate desta sexta-feira terá regras de movimentação diferentes das utilizadas no encontro da TV Bandeirantes. A Globo estabeleceu que, nos três primeiros blocos, somente o candidato que estiver com a palavra poderá circular pelo cenário. O adversário deverá permanecer em seu púlpito até chegar a sua vez de falar.
No quarto bloco, destinado a perguntas de tema livre, os candidatos poderão se movimentar, mas deverão permanecer em seus respectivos lados do estúdio.
As regras limitam situações em que um participante aparece ao fundo da imagem durante a resposta do outro, episódio que gerou reclamações de integrantes da campanha de Lula após o debate anterior.
A emissora também anunciou que fará checagem de declarações apresentadas pelos candidatos. O trabalho será realizado pela equipe do g1, com publicações na seção Fato ou Fake, inclusive durante o encontro.
Como será o formato do último debate presidencial?
O encontro será mediado pelo jornalista César Tralli e contará com quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais.
No primeiro bloco, os candidatos participarão de seis rodadas relacionadas a temas regionais e a um assunto de abrangência nacional. Cada um terá três minutos por rodada, distribuídos entre as intervenções previstas no regulamento.
O segundo e o terceiro blocos terão temas apresentados em um telão, a partir dos quais os presidenciáveis formularão perguntas. Já no quarto bloco, o assunto será livre e cada participante terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções, respeitando o tempo total.
A transmissão começará às 21h20, após o Jornal Nacional, com exibição na TV Globo e em suas plataformas digitais.
Debate acontece a dois dias do segundo turno
O último confronto televisionado ocorre a dois dias da votação que definirá a Presidência da República para o próximo mandato.
Para as duas campanhas, o debate representa uma oportunidade de apresentar posicionamentos sobre questões nacionais, responder aos questionamentos do adversário e esclarecer propostas aos eleitores.
Em Santa Catarina, a eleição para governador foi definida no primeiro turno. Por isso, os eleitores catarinenses voltarão às urnas no domingo (25) apenas para a escolha do presidente da República.
As estratégias preparadas pelas campanhas serão colocadas à prova durante o encontro, mas o comportamento efetivo dos candidatos e a repercussão entre os eleitores somente poderão ser avaliados após a realização do debate.




