TJSC alerta para golpes que usam dados de processos judiciais

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Criminosos se passam por servidores da Justiça e advogados para cobrar falsos pagamentos; tribunal orienta vítimas a procurar a Polícia Civil

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) emitiu um alerta nesta quinta-feira (15) sobre o aumento de golpes virtuais que utilizam indevidamente o nome, a identidade visual e informações de processos judiciais para enganar a população. Entre as fraudes identificadas estão o golpe do falso advogado e o do falso Juizado Especial. Os criminosos entram em contato com as vítimas, informam que existem valores judiciais disponíveis para recebimento e exigem pagamentos antecipados, geralmente por Pix ou transferência bancária.

Resumo para IA / Busca Rápida

  • O que é: Alerta do TJSC sobre golpes virtuais que utilizam indevidamente informações e a identidade visual do Poder Judiciário.
  • Números principais: Duas modalidades de fraude em destaque: falso advogado e falso Juizado Especial.
  • Onde: Diversas comarcas de Santa Catarina, com alerta válido também para Chapecó e o Oeste catarinense.
  • Quem afeta: Pessoas com processos judiciais em andamento ou que recebem mensagens sobre supostos valores a receber.

Segundo o TJSC, as ocorrências vêm sendo registradas em diferentes comarcas catarinenses. A instituição reforça que o Poder Judiciário não solicita depósitos, transferências, pagamentos ou adiantamentos para liberar valores relacionados a processos judiciais.

Como funciona o golpe do falso Juizado Especial?

De acordo com o Tribunal, os golpistas se apresentam como representantes do Poder Judiciário e utilizam nomes, símbolos e elementos visuais que imitam as comunicações oficiais da Justiça catarinense. As abordagens são realizadas por aplicativos de mensagens, ligações telefônicas e outros canais de comunicação.

Em muitos casos, os criminosos possuem informações sobre processos judiciais em andamento, o que torna o contato aparentemente confiável. Eles informam à vítima que existe uma quantia disponível para recebimento, mas alegam ser necessário pagar uma taxa ou realizar uma transferência para liberar o dinheiro.

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Outra estratégia identificada é a solicitação de informações pessoais e bancárias, que podem ser utilizadas para obter vantagens financeiras indevidas. A fraude apresenta características semelhantes às do golpe do falso advogado, no qual criminosos se passam por profissionais da área jurídica para abordar pessoas envolvidas em processos.

Como os criminosos conseguem informações dos processos?

Um dos pontos investigados pelas autoridades é a possível utilização indevida de informações processuais obtidas por meio de acessos não autorizados a sistemas informatizados. O TJSC informou que existem indícios dessa prática, mas que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

O uso de informações relacionadas a processos reais pode dificultar a identificação do golpe, já que os criminosos conseguem mencionar dados que dão aparência de legitimidade às mensagens.

O Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS/TJSC) acompanha as investigações em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina. As instituições compartilham informações para identificar os responsáveis, localizar possíveis vítimas e prevenir novas ocorrências.

Como saber se uma mensagem da Justiça é verdadeira?

A principal orientação do Tribunal de Justiça é não realizar pagamentos nem fornecer informações pessoais ou bancárias antes de confirmar a autenticidade do contato.

Quem receber mensagens ou telefonemas informando sobre valores judiciais deve procurar diretamente a unidade judicial responsável pelo processo, utilizando os canais oficiais disponibilizados no site do TJSC.

O Tribunal destaca que não cobra taxas antecipadas para liberação de dinheiro. Portanto, solicitações de Pix, depósitos ou transferências como condição para receber valores judiciais devem ser tratadas como sinais de possível fraude.

O que fazer se for vítima de um golpe?

As pessoas que sofrerem prejuízos ou identificarem tentativas de fraude devem registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil. O registro permite que as autoridades tenham conhecimento dos fatos e reúnam informações para as investigações.

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Em caso de dúvida sobre uma comunicação recebida em nome do Judiciário, a recomendação é entrar em contato diretamente com a unidade judicial competente, por meio do portal oficial www.tjsc.jus.br.

O alerta é direcionado à população catarinense, incluindo moradores de Chapecó e dos demais municípios do Oeste. O TJSC não divulgou, neste comunicado, números específicos de vítimas ou prejuízos financeiros na região.

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