Eleição para governador termina no 1º turno em 20 estados

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A eleição para governador terminou no 1º turno em 20 estados neste domingo (4), porque os vencedores passaram de 50% mais um dos votos válidos, sem contar brancos e nulos, e assim foram eleitos. Entre os escolhidos, 8 são do Nordeste, 4 do Norte, 3 do Sul, 3 do Centro-Oeste e 2 do Sudeste.

Os nomes que fecharam a disputa já no primeiro turno

Em Alagoas, JHC (PSDB) venceu Renan Filho (MDB) e assumirá o governo após deixar a prefeitura de Maceió, cargo que ocupou depois de ter sido deputado estadual e deputado federal. Em abril de 2026, ele renunciou ao posto para disputar o governo de Alagoas.

No Amapá, Dr. Furlan (PSD) foi eleito governador. Aos 53 anos, ele nasceu em San José, na Costa Rica, é filho de brasileiros e trabalha como médico cirurgião cardiovascular. Antes da vitória, foi deputado estadual em 2014 e em 2018, prefeito de Macapá em 2020 e reeleito em 2024. Em março deste ano, foi afastado após indícios de desvio de recursos federais destinados à construção do Hospital Geral Municipal; depois disso, renunciou ao mandato.

Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito na Bahia. Engenheiro agrônomo e professor universitário, ele já comandou as secretarias estaduais de Desenvolvimento Rural e de Educação e também foi secretário nacional do Desenvolvimento Territorial. No Ceará, Elmano de Freitas (PT) repetiu o resultado de 2022. Formado em Direito, ele foi secretário de Educação de Fortaleza e deputado estadual por dois mandatos; em 2012, disputou a prefeitura da capital cearense.

Daniel Vilela (MDB) também se reelegeu em Goiás. Ele assumiu o cargo em março de 2026, depois da renúncia de Ronaldo Caiado. Formado em direito, passou pela Câmara Municipal, pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados; também presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

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Eduardo Braide (PSD) venceu no Maranhão depois de dois mandatos como prefeito de São Luís. Antes disso, foi deputado estadual por dois mandatos e deputado federal. Em 2026, deixou a prefeitura para disputar o governo maranhense. Otaviano Pivetta (Republicanos) ficou com Mato Grosso após assumir o cargo em março de 2026, na vaga aberta pela renúncia de Mauro Mendes. Ele já tinha sido prefeito de Lucas do Rio Verde por três mandatos e vice-governador por dois.

Reeleições marcaram boa parte da disputa

Eduardo Riedel (PP) foi reeleito em Mato Grosso do Sul. Ele começou a vida pública em 2015, quando assumiu a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), no governo do estado. Depois disso, presidiu o Conselho Deliberativo do Sebrae e foi diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de ter sido secretário estadual de Governo e de Infraestrutura.

Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) derrotou Patrus Ananias (PT). Senador pelo estado, empresário e músico, ele foi vereador de Divinópolis e deputado estadual antes de chegar ao Senado em 2023. Aos olhos do eleitor mineiro, esta foi a primeira disputa dele pelo governo estadual. No Pará, Dr. Daniel (Podemos), médico nascido em Açailândia (MA), saiu vencedor depois de dois mandatos como prefeito de Ananindeua (PA). Antes disso, foi vereador, deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Pará.

Lucas Ribeiro (PP) continuou no comando da Paraíba após assumir o cargo em abril de 2026, quando João Azevêdo renunciou. Antes disso, foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande e vice-governador do estado. No Paraná, Sergio Moro (PL) ficou à frente de Sandro Alex. Natural de Maringá (PR), ele ganhou projeção nacional como juiz federal nos processos da Operação Lava Jato; depois virou ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e hoje é senador pelo Paraná. Aos 54 anos, disputou pela primeira vez o governo do estado.

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Raquel Lyra (PSD) também se reelegeu em Pernambuco. Ex-deputada estadual e ex-prefeita de Caruaru por dois mandatos, ela já havia entrado para a história ao se tornar a primeira mulher eleita governadora do estado em 2022. No Piauí, Rafael Fonteles (PT), hoje com 41 anos, manteve o cargo que conquistou em 2022 como o governador mais jovem do estado. Natural de Teresina, é bacharel em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre em economia matemática pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), professor e ex-secretário estadual da Fazenda; entre 2019 e 2021, presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

Veteranos voltam ao comando dos estados

No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL) venceu pela primeira vez uma disputa pelo Palácio Piratini. Militar reformado, ele já tinha sido deputado estadual e se elegeu deputado federal em 2022; nasceu em Alegrete (RS) e tem 52 anos. Em Rondônia, Marcos Rogério (PL) voltou a disputar o governo depois de ter chegado ao segundo turno em 2022. Vereador de Ji-Paraná no passado, ele foi deputado federal por dois mandatos e senador desde 2019.

Arthur Henrique (PL), agora governador eleito de Roraima aos 45 anos, nasceu em Boa Vista (RR). Antes da vitória desta domingo (4), foi vice-prefeito e secretário municipal da capital; depois se tornou prefeito em 2020 e foi reeleito em 2024. Em abril de 2026, renunciou à prefeitura para entrar na disputa estadual.

Jorginho Mello (PL) também se reelegeu em Santa Catarina. Natural de Ibicaré (SC), tem 70 anos e passou pela Assembleia Legislativa, pela Câmara dos Deputados e pelo Senado; formado em direito e estudos sociais, foi diretor do Banco do Estado de Santa Catarina (BESC). Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) renovou o mandato após uma trajetória na área pública que inclui a Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), graduação em engenharia no Instituto Militar de Engenharia, participação na missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, passagem pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o comando do Ministério da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro.

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Fábio Mitidieri (PSD) completou a lista dos eleitos ao ser reeleito em Sergipe ainda no primeiro turno. Ele começou na política como vereador de Aracaju pelo PDT em 2008; depois foi secretário municipal na gestão de Edvaldo Nogueira, secretário estadual no governo Jackson Barreto e deputado federal por dois mandatos, eleito em 2014 e 2018. As informações são da Agência Brasil.

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