Mulher que colocou fogo em casa e matou companheiro em Chapecó é presa no RS

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Vítima sofreu queimaduras graves no bairro Quedas do Palmital e morreu no hospital. Investigação da Polícia Civil descobriu que a suspeita planejava a fuga e fazia ameaças por dinheiro.

Uma mulher foragida da Justiça, investigada por provocar um incêndio que resultou na morte do companheiro no bairro Quedas do Palmital, em Chapecó, foi presa nesta sexta-feira (25) em São Borja, no Rio Grande do Sul. A prisão preventiva foi cumprida pela 1ª Delegacia de Polícia de Fronteira de Chapecó em ação conjunta com a Polícia Civil gaúcha.

  • O que é: Prisão de mulher investigada por homicídio qualificado contra o próprio companheiro.
  • Números principais: Incêndio ocorreu em 13 de agosto de 2026; vítima morreu 5 dias após o crime no hospital.
  • Onde: Crime no bairro Quedas do Palmital, em Chapecó; prisão realizada em São Borja (RS).
  • Quem afeta: Família da vítima, segurança pública de Chapecó e cumprimento da ordem judicial no RS.

Como a Polícia Civil desmentiu a versão inicial de incêndio acidental?

O caso teve início no dia 13 de agosto, quando um incêndio de grandes proporções atingiu uma casa no bairro Quedas do Palmital. A vítima, Vagner da Silva, sofreu queimaduras gravíssimas em grande extensão do corpo e morreu cinco dias depois no Hospital Regional do Oeste (HRO). Na época, a companheira teve apenas lesões leves na perna e alegou em depoimento que as chamas teriam começado por acidente na cozinha, durante o preparo de alimentos.

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, os laudos periciais e os depoimentos colhidos derrubaram completamente a narrativa. Os peritos comprovaram que o foco do fogo começou, na verdade, no piso superior do imóvel. Os levantamentos técnicos apontaram que a mulher utilizou combustível para espalhar as chamas durante uma discussão motivada por exigências financeiras no processo de separação do casal.

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O que a perícia no celular da suspeita revelou sobre o crime?

A análise dos dados do celular apreendido com a investigada trouxe elementos decisivos para a investigação. Conforme os investigadores, o aparelho continha mensagens e áudios enviados dias antes do fato em que a mulher ameaçava diretamente tocar fogo na residência caso Vagner não entregasse o dinheiro exigido. Os registros no telefone também detalhavam o plano prévio de fugir para São Borja logo após o término da relação.

Por quais crimes a mulher vai responder na Justiça?

Diante das provas reunidas pela equipe policial, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva. De acordo com a Polícia Civil, a mulher responderá pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo emprego de fogo, ficando agora à disposição do Poder Judiciário catarinense para a tramitação processual.

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