Anvisa aprova medicamento para câncer de mama em estágio avançado

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A Anvisa aprovou nesta segunda-feira (21) o registro do Etcamah, medicamento oral para câncer de mama, com indicação especialmente para casos avançados ou metastáticos, e autorizou sua comercialização no país por pelo menos 6 meses em pacientes sem sinais de progressão radiológica e/ou clínica.

Como o remédio age no tumor

O Etcamh, nome científico camizestrando, faz parte de uma nova geração de remédios chamados “degradores seletivos” do receptor de estrogênio. Esse hormônio sexual feminino pode estimular o crescimento do câncer. A medicação age sobre a substância presente nas células tumorais, bloqueia sua ação e promove a degradação delas. O objetivo é reduzir o crescimento de tumores dependentes deste hormônio.

O produto é indicado para casos específicos em que o tumor apresente receptor de estrogênio positivo (ER+) e negativo para HER2, depois do surgimento da mutação do gene ESR1. As mutações são marcadores cruciais no tratamento contra a doença. A mutação no gene ESR1 pode surgir durante o tratamento com terapia hormonal e está associada à resistência aos medicamentos endócrinos. Por isso, a identificação dessa alteração molecular pode orientar a escolha de novas estratégias terapêuticas.

Sinais que pedem atenção imediata

Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), 73.610 casos registrados no Brasil entre 2023 e 2025 correspondem a 30,1% dos cânceres diagnosticados na população feminina. A doença também pode afetar homens, representando cerca de 1% dos casos.

O tumor se manifesta de formas diferentes, mas os principais sintomas são o aparecimento de nódulos, alterações na pele da mama e secreções no mamilo. Os sinais considerados urgentes incluem qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos; nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos que persistem por mais de um ciclo menstrual; nódulo mamário de consistência endurecida e fixo ou que vem aumentando de tamanho, em mulheres adultas de qualquer idade; descarga papilar sanguinolenta unilateral; mudança no formato do mamilo e retração na pele da mama; lesão eczematosa da pele que não responde a tratamentos tópicos; homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral; presença de linfadenopatia axilar; e aumento progressivo do tamanho da mama com sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.

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O diagnóstico pode ser feito depois de uma avaliação clínica e exames intensivos, como a biópsia. A partir disso, o tratamento é indicado para o paciente, mas pode envolver diferentes abordagens e depende do tipo de tumor, do estadiamento da doença e das características de cada paciente. As informações são da CNN Brasil.

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