Atleta de Chapecó busca ouro nos Parajasc após superar lesão que o deixou paraplégico

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Ederson Pedroso de Marins, ​que ficou paraplégico após ser baleado em 2017, representa Chapecó na bocha. Bronze em 2025, agora quer o ouro jogando em casa.

O ano era 2017, dia 23 de agosto. A Chapecoense enfrentava o Corinthians na Arena Condá. Ederson Pedroso de Marins tinha ido no estádio fazer um serviço antes do jogo, pois era soldador. Mas não ficou para ver a partida ao vivo. Foi para casa, que ficava no Rodeio Chato, assistir pela televisão. Eram 19h05 quando um ladrão invadiu sua casa e anunciou assalto. Ederson foi baleado cinco vezes e perdeu a sensibilidade das pernas. Hoje, ele é atleta da bocha e representa Chapecó nos Parajasc, em busca do ouro.

  • O que é: Trajetória de superação do atleta Ederson Pedroso de Marins, da bocha, nos Parajasc 2026.
  • Números principais: 5 tiros em 2017; 3 Parajasc disputados; medalha de bronze em 2025; busca pelo ouro em 2026.
  • Onde: Chapecó, Oeste Catarinense, onde Ederson representa o município nos Parajasc.
  • Quem afeta: Atletas, pessoas com deficiência, familiares e a comunidade chapecoense.

O que aconteceu com Ederson em 2017?

Em 23 de agosto de 2017, Ederson foi vítima de um assalto em sua casa, no Rodeio Chato, em Chapecó. “Na hora eu com esposa e filho em casa acabei reagindo. O primeiro tiro atravessou a boca e saiu. O segundo pegou no peito mas não caí, devido à adrenalina, mas quando levei o terceiro aí senti cair o ombro. Tentei correr pra cozinha pra pegar algo e levei mais dois tiros, nas costas e na nuca, e perdi a sensibilidade das pernas. Fiquei lúcido e o assaltante pegou o carro e fugiu”, lembrou Ederson. No hospital, veio o choque de realidade: o diagnóstico era de que ele não iria mais andar.

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Como Ederson superou a lesão?

“Isso foi mais que um tiro, foi um baque enorme. O médico disse que a transição seria de dois a três anos. Fiquei abatido mas pensei, não vou ficar todo esse tempo deitado. Aí com seis meses eu já conseguia levantar, sentar, ir para a cadeira. Foi um aprendizado crucial para mim. Em um ano já estava independente”, disse Ederson. A condição física de já ser um atleta, de praticar Muay Thai e Jiu-Jitsu, onde já tinha sido premiado em algumas competições, ajudou na recuperação.

Como Ederson chegou ao esporte paralímpico?

Depois de um tempo, Ederson quis voltar a praticar alguma modalidade esportiva e procurou a Secretaria de Esportes de Chapecó. “Tanto para ocupar a mente como ter um objetivo foi no esporte e na família onde me agarrei. Primeiro conheci o Atletismo e não me adaptei. Aí fui pra Bocha, pois quando era criança jogava na cancha de areia que meu pai tinha, junto a um barzinho. Com oito, nove anos foi meu primeiro contato com a bocha. Agora voltei depois de tanto tempo e está me ajudando muito, tanto psicologicamente como fisicamente”, disse.

Qual é o objetivo de Ederson nos Parajasc 2026?

Para Ederson, voltar a conquistar uma medalha nos Parajasc de Lages (2025), onde conquistou o bronze, deu uma nostalgia. Agora, na terceira participação, ele quer buscar a medalha de ouro. “Em Lages a gente perdeu por não conhecer a cancha, mas chegamos no top 3. Agora, jogando em casa, onde conhecemos a cancha, vamos ver se pegamos o primeiro”, disse Ederson.

Qual a importância do esporte para Ederson?

Ederson disse que os Parajasc representam uma superação e uma terapia. “Hoje percebo que o ser humano é o mais adaptável da face da terra. Independentemente de qual provação você tenha na vida, você consegue se adaptar ao que vier. Basta querer. Mas tem que ter dedicação, levantar 6h para treinar às 9h, seja com chuva ou frio. Tem que ter vontade”, concluiu.

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Para isso, ele vai ter o incentivo da esposa, dos três filhos biológicos, três filhos de “coração” e mais dois netos. A família é seu maior apoio na busca pelo ouro nos Parajasc 2026, que acontecem em Chapecó até o dia 23 de agosto.

Com informações do atleta Ederson Pedroso de Marins e da Prefeitura de Chapecó.

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